"a jornada dos libertados começava às três da manhã, quando se dirigiam à roça para cuidar da cana. Sob o sol, sem lugar para se abrigar, recebiam refeições estragadas, bebiam água quente e não tinham local para fazer as necessidades. Como supostamente ganhavam por produção, se esforçavam para cortar o máximo de cana possível.
Quando chegava o momento de descansar, às cinco da tarde, voltavam para o alojamento, onde dividiam o quarto - de seis metros quadrados - com até 11 colegas, mais alguns instrumentos de trabalho, ratos e moscas. O telhado, de amianto, transformava o cômodo em uma estufa, em uma região que chegou a registrar 36ºC na última semana.
Nas instalações, os 249 trabalhadores dividiam um único banheiro. Quando se dava a descarga, o esgoto corria a céu aberto, em frente ao local em que dormiam. Também não era possível que todos tomassem banho, e eram obrigados a se lavar sob a torneira.
Por causa das péssimas condições, o grupo móvel encontrou trabalhadores doentes, com cortes e infecções intestinais. "O alojamento lembra um presídio. É uma verdadeira pocilga", relata Humberto [fiscal do min trab].Se houvesse a necessidade de comprar qualquer produto, a fazenda tinha uma cantina. Lá era possível adquirir facões, limas, botinas, pilhas, cigarro, remédios e até mesmo bebidas alcoólicas. Caso alguém tivesse algum problema grave e precisasse ir à ["]cidade["] - de menos de cinco mil habitantes, que fica a 80 km da fazenda por uma estrada de terra - cobrava-se R$ 35,00 pelo transporte. As dívidas eram registradas em um caderno, que ficava com os "gatos" (contratadores de mão-de-obra a serviço dos fazendeiros).
No final do mês, quando deveriam receber o salário, a dívida era descontada. Uns recebiam pouco, outros nada, e alguns ficavam devendo. Segundo Humberto, havia dívidas que chegavam a R$ 3 mil. As contas do pagamento por produção eram fraudadas: quanto mais se cortasse cana, menos valia o metro cortado."
ag. carta maior
precisa george orwell?? jorge amado?? sinhá moça??? precisa NÃO, negão.! tá tudo aí estampado. numa fazenda bem debaixo do focinho em MT trabalho escravo.
mas o que importa REALMENTE é o último sucesso da bandinha hype da islândia setentrional, ou quem é que o dado dolabella ou o vizinho tão comendo, né.? ou se o meu cabelo tá fudido ou com que roupa eu vou. né.?
uf.
eu só vou complementar com uma matéria que saiu na revista da mtv que de vez em quando dá umas boladas dentro (quem é que 'aliena' os 'jovens(?)' ?). é sobre o filme ANJOS DO SOL, que tá sendo lançado agora.
o diretor comenta, na matéria, que a idéia do filme surgiu quando ele encontrou uma menina de DEZ ANOS que tinha o apelido de 50 centavos. Por que.? 50 centavos é o preço do programa compreto, tio.
50 cent. quem que é o vilão.? cada país tem o 50 cent que merece mas o país não é formado por cada um de nós.? quem é que é doente nessa história toda.???????????????????????

[ anjos do sol - prostituição infantil é aquela coisa que acontece muUUUUUITO longe de você, LÁAAAA na calçada do outro lado da rua, no CENTRO da cidade, onde fica quem não conseguiu o TEU jeito de vender o corpo pra poder meter comida nas pelancas da barriga e tem que apelar pro próprio mesmo.! hmpf ]
sabe qual é o MAIS TRISTE da história.? é que ambos os casos, de BORRA MÁXIMA DO CAPITALISMO PORCO, sobra o excluído e marginalizado, que sendo alvo dessas ações (necessaríssimas) de denúncia ficam SEM realocação em qquer outra atividade.!
isso não tou falando eu. todo mundo viu cidade de deus. vá você carregar um período oco da tua vida numa 'instituição de reeducação' a.k.a. presídio superlotado e com descaso da justiça, pra ver se consegue algo no MÍNIMO digno no 'mercado' de trabalho??
filho, vai ter uma tatoo APARENTE pra ver se não vão te rechaçar.!
isso, daqui da ponta do 'sul maravilha', onde acontecem JÁ as mais inacreditáveis absurdices de falta de dignidade pra se viver BÁSICA, falta de SANEAMENTO. lá pelo nordeste.?
tanta coisa. tanta grana rolando num céu muito acima da cabeça da gente e que a gente nunca vai tangenciar.
disgusting.
& tudo é política. a batida de asas de um deputado dentro da câmara causa certamente um tsunâmi de merda podre de gente doente sobre a boca faminta da criançama parida e atirada na rua e nos latifundios produtivos por aí.