TWITTER CONTRATODOS

30.12.06

ANA RÉXICA E CALORIAS DAS BOLINHAS DE CHAMPANHE! RIM-TINTIM!










boas festas.!

contratodos tiras.
quer coisa melhor que você ir na sua médica e enquanto ela avia sua receita, a recomendação é a seguinte: “tu vai na farmácia e manda te manipularem”

ahhh!! adooura!!

.

eu odeio poucas coisas neste mundo (rs... OK! isto é uma construção frasística impossível, meio como “a-xuxa-está-cantando-na-televisão-agora”, né dona cíntia ritta?? hahahah). tá bom, eu odeio um certo número de coisas mas dentre as que eu MAIS odeio uma é esse calorão que tem quer sair pra rua com a cara besuntada, engraxada, untada, engordurada, oleada de bloqueador!! GRRRRRRRRRWAAAAWWWRRRR!!
é o que diz o cartola “bate outra vez com esperanças o meu coração / pois já vai terminando o verão / enfim”. poisé. ou eu tico o sensor do marcapasso automático pra não prejudicar a lubrificação do resto da máquina no período ou minha felicidade só vai voltar daqui a uns meses!! hmpf.......

.

encontrei (hoje, até) em sapatown city uma ex-próf sapa da old old old muito very old school. houve uma época, por cá, que cursar magistério era mais ou menos a saída do armário (hahahahahahah). o que são as modas antigas, né minha gente? o que que esta pequena pessoa girina aspirante a pororocas idílicas não tem que aprender ainda com seus approachs em sua média parte desastrosos, não?
professorzão de chutante 44 trava de aço bem assim pra mim “ai, guria! nem tinha te conhecido! que bom te ver, tás tri bonitinha, tás tri bem!” (haha), mas o detalhe que foi a cereja do martini foi: enquanto falava, falange, falanginha & falangeta, carpo & metacarpo da mão direita imbuídos profundamente na tarefa de apertar minhas banhas do lado da barrigaaa!!!
êitia! é como diz a vange leonel, “pollo i donni...” ai ai ai... hahahahahaha

.

ah, e feliz 2007. meu 2006 amoroso foi charlize theron em monster total. ai santa gordura e culotama, pele PÉSSIMA, cabelo não menos pior, atitude nóis é jeca mais é jóia master, a lista monster parece não ter fim quanto mais eu penso: tenho começado a evitar pensar! bf.
quero um 2007 aeonflux total, com declaração de amor da sithandra que, não por acaso, é uma mutante de 4 mãs! aaahh!!!

.

impressionante. após a 3ª skol latão as pessoas voltam a ser bacanas.
putz, mas isso é um perigo
como já bem diria o meu figo.

.

28.12.06

CÃO COME CÃO - EDWARD BUNKER

“-diabo! não pensei que você fosse sair um dia.
- nem eu.
- quando foi?
- hoje.
- ainda não arranjou nenhuma xota?
- nada.
- olhe por cima dos meus ombros e veja o que eu consegui pra você no reservado.
troy olhou. duas mulheres estavam sentadas. uma tinha cinqüenta ou mais. esguia e elegante, ainda assim era muito velha. a primeira coisa que ele notou na outra foi sua
luxuriante cabeleira ruiva.
- ela não é nenhuma dessas putas de rua que chupam uma rola por uma tragada num cachimbo de crack. essa é uma cortesã... entende o que eu quero dizer?
troy assentiu, sem tirar os olhos dela. tinha olhos azuis brilhantes e uma leve pitada de sardas em torno do nariz. não podia ver seu corpo, mas o rosto sem dúvida era belo. ela notou que ele a estava olhando e sorriu. fazia tanto tempo que não falava com uma mulher bonita que instantaneamente corou de tímido embaraço e sentiu-se um idiota. aquilo era ridículo, um ex-condenado, um cara durão, que não tinha medo de quase nada que andasse sobre a terra - e ficou totalmente desorientado por causa de um sorriso. ia dizendo a perry para esquecer tudo, mas isso teria sido ainda mais embaraçoso. gigolô escarneceria dele, acusando-o de ter passado a preferir rapazinhos depois da prisão.
- antes que eu apresente vocês - disse gigolô - não esqueça uma coisa.
- o que é?
- não se apaixone.
- não o quê?
- não... se.... apaixone.
- isso soa absurdo, homem. você finalmente envelheceu o bastante pra ficar gagá?
george gigolô perry sacudiu a cabeça. - você vai entender que estou dizendo a verdade, se parar para pensar. os garotos chegam da prisão, ou mesmo do exército, onde passam anos sem ver uma mulher por perto, e à primeira que lhes oferece a xana e lhes dá uns beijinhos na orelha, pá, eles caem de amores. a criatura pode ter cinco fedelhos e ser gorda como roseanne barr, não importa. eles tomam uma chave de boceta. essa aqui é material de primeira. espere só até ver seu corpo. se eu tivesse cinqüenta, ia tentar pegá-la. de qualquer forma, eu te avisei.
- fique frio, irmão. eu sei lidar com essas coisas.
- eu sei que você sabe. você é dono do seu pau. vâmo lá.
foram para o reservado e george fez as apresentações. ela se chamava dominique winters e troy se perguntou se aquele era um nome de guerra. seu rosto tinha o franco frescor de uma colegial.
(...)
ela tomou sua mão e conduziu-o até a cama. as putas o haviam ensinado como dar prazer a uma mulher. não era nenhum segredo esotérico extraído do kama sutra; era simplesmente uma questão de paciência e de prolongar os toques e carícias, com mãos gentis e com a ponta da língua. o corpo de uma mulher demorava muito mais para se prepara para uma trepada, uma verdade que um jovem tomado pelo tesão tinha dificuldade em apreciar.
troy sentia a mesma dificuldade dessa vez. seus dedos tocaram a pele cálida e sedosa da parte interna das coxas da garota e então ele sentiu uma vertigem quando ela as afastou como as asas de uma borboleta pousada.
- quer que eu chupe a tua boceta? - perguntou ele.
- isso é bom... e eu adoro... mas esta é para você. eu vou te comer inteiro. vem cá... - ela puxou a sua mão e se ajeitou para abrir as pernas para ele. tinha depilado o monte escuro de pêlos, de modo que ele tinha a perfeita forma de um V. o vértice indicava o ponto exato.
ela o guiou para dentro dela. era um pouco apertada, mas podia recebê-lo, e logo relaxou seu corpo. pressionou os saltos contra suas nádegas e empurrou a pelve para cima, de modo que ele estivesse totalmente dentro dela. - vamos trepar - disse.
ele mantinha os braços estendidos enquanto a fodia, assim podia ficar muito acima dela, olhando para o rosto que o encarava sobre o travesseiro. estava cego, a não ser para a visão do rosto de dominique e para a sensação de sua vagina e de suas coxas comprimindo seu corpo.
ela sincronizou seu ritmo ao dele e começou a provocá-lo - goze para mim, baby... goze para mim, docinho. ohhh, me fode gostoso.
isso o excitava e ele atingiu o orgasmo. para o alto... para o alto... seu cérebro se distendia... e quando ele atingiu o topo, desabou em uma série de convulsões. seus braços doíam e ele respingava suor.
(...)
o segundo orgasmo demorou muito mais tempo, depois ele despencou na cama ao lado dela, enfraquecido e ensopado como um pano de prato em seu próprio suor.
dominique roçava o dedo por seu peito suado. - você se importa se eu fumar? - perguntou.
- pode fumar.
- quer um?
- não.
enquanto ela riscava o fósforo, acendendo o cigarro e lançando um fulgor momentâneo sobre sua face, troy sentiu uma cálida afeição, terna e protetora. será que ela já tinha um paizinho? teria que perguntar a perry gigolô. então percebeu o que se passava em sua cabeça e lembrou que george havia-lhe prevenido sobre não se apaixonar. começou a rir. jesus! agora entendia o que ele estava falando.


CÃO COME CÃO - edward bunker - p.87 e 97 - ed.barracuda.
aqui tá o sexo, tem mais também muita droga & (será que?) roquenrou. não, o roquenrou nasceu morto. tem é música de buate que a gente gosta de ouvir de fundo quando tá sentado com o cotovelo no balcão tomando conhaque e pensando que foi-se + um dia no qual não conseguiram acabar com a nossa espécie.
lê aí, fío. depois não diz que eu não avisei.

27.12.06

pequenas epifanias.

agora na feira do livro de porto alegre, já inequivocamente com excesso de bagagem, de cartão estourado, de visitas obsessivas às barracas, cruzo com o “pequenas epifanias” do caio fernando abreu, um dos poucos dele que eu ainda não tinha lido. 27,90, livro que cai da casa balzaca deixa a gente sempre com um pezinho atrás: vamo confessar! - livros de 30 não são os best sellers purpurinados de 400 páginas a 40 R$ nem pockets ou reedições igualmente confirmados que se compra, novo, por 20 e poucos e satisfação garantida no bolso e no tempo de leitura. os livros de 30 são promessas a meio-preço. eles tão sempre na zona de “avaliação” & ousadia, bem igualzinho como a gente nos nossos 30.
mas enfim, o epifanias são crônicas escritas pelo caio de 86 a 95. crônica pode ser um estilo bem cansativo porque crônicas são fotografias, não canso de dizer, e se eu falo do mundo tendo eu numa das pontas do telescópio o discurso é potentíssimo - porque crônica é SEMPRE viva, a nossa vida - porém maçante, mesmas teclas, etc. mais uma vez, cansativo meio que nem a gente mesmo, né.??
mas o livro é ótimo como tudo do caio. adoro coisas datadas, adoro me datar, pelo menos eu não me assusto de tar tão perdida.
o caio cuida do jardim, em porto alegre, relata isso no seu blog de papel.
organizei minha estante de livros, bem estranho.
a vida que acaba em uma semana, vi um filme da angelina jolie (“uma vida em sete dias”) onde um profeta prevê que ela vai morrer em uma semana e ela pira. crônicas de mortes anunciadas. a certa altura do filme um colega de trabalho de jolie fala que ela DEVE estar deprimida mesmo, por ter tido uma existência insignificante sempre em busca de aprovação, aquelas coisas de comédia romântica (comédias românticas hardcores. com angelina jolie sempre há a esperança dum 180 na trama).
vejo um comercial na tevê com alguém fazendo aquelas coisas típicas de fim-de-semana e o texto que me vem à cabeça pra ser inserido na boca arreganhada da pessoa lá é bem esse: “ai, isso é TÃO bom que eu até me esqueço da vida!”. típico, né?
bullshit. eu quero é poder dizer, com as minhas tentativas de tudo muito agora, “ai, isso é tão bom que eu até me LEMBRO da vida!”.
querer ser feliz é uma traição ao status quo. as artes são tão queridinhas porque cada vez mais todo mundo se isola em dr. jekyll and mr. hyde em cabine à prova de som, numas de ovelha, sem questionar nada.
acordo às 3 horas da manhã dum domingo pra cagar, meio braba por me acordar de noite que eu nunca gosto, e lembro das épocas em que o despertador dali a duas horas fazia a carnificina nos meus tímpanos, no meu sono, no meu repouso, pr’eu me pôr em marcha pra fazer algo que me mutilava.
casa montada, estante montada, meu primeiro movimento é acudir ao roaming sweet roaming. inconstância, pânico, não é mole. o desespero que se faz atravessar toda torta a lista psicótica de livros “obrigatórios” e deixar o caio meio por último porque o prazer garantido deixa a gente feliz de vez em quando, qualquer treco garantido, mas eu estou ficando velha e desesperada então não tenho muito pudor de poupar, não tem tempo. um caio na mão, cássia eller das antigonas no som, mate, gato.
uma taça de vinho pra fazer uma salada bacana às onze da noite, sono e exercício focado, já disse o caio que poa é a rússia no inverno e a amazônia no verão e eu estendo pro sul inteiro, exercício de molhar de torcer camisetas, shorts, e melancolia transmutando-se em depressão e eu deixando. é muita energia e tempo que se gasta tentando evitar, dor e ódio são necessários viver, tá lá na lista de check in pra bonança, tão vendo ali?

25.12.06

uma peça vermelha.

tomando banho num box ainda com uns pedaços de vômito, meu all star vermelho amanheceu fedendo da vomitama de mortadela e drurys com gelo feito em copo de requeijão. devo pensar em adaptar um balde de lavagem do lado do ataúde que me recolhe da negridão pós-folia. tomando banho num box ainda com uns pedaços de vômito. abracei minhas costas brancas, mordi forte com os dedos minhas banhas. lá dentro do olho a menina me dança à exibição dum clipe dos melhores momentos da sua buceta debaixo d’água. tenho uma antena bem ajustada, na progressão do clipe um vislumbre das cenas dos próximos capítulos, isso é mega relativo em tratando-se de mim, tou te querendo como ninguém é minha via de uma mão, invariavelmente congestionada.
festas, carnaval. bem no esquema tou me guardando pra quando o carnaval chegar, a gente cai de êxtase, programado. numa casa muito engraçada sem teto e nem banda larga, sapos do tamanho de um punho vertendo do fundo do vaso, barata-formiga-aranha-lesma vs. sal-diabo verde-água benta, tapete de vômito, num apartamento, perdido, na cidade. rita lee dando uma de bwana no media player. pô, rita, é perigoso esse tipo de mantra pra minha cabeça. época de festa não é época de pensar em problema. pílula azul de viagra. álcool ou florais de bach, se a realidade não fosse tão idiota não precisava de ajuda pra suportar. se as pessoas fossem que nem eu eu não precisava evitar ninguém. piada. eu sou insuportável. neurastênica, perfeccionista, tensa, grossa, maníaca, etcs.
é difícil renascer como um cara. meu trans, do gender, sempre foi de transitório que minha peneira é do tamanho do beira-rio aí, tá ligado seu sol? sem sexo, aquela coisa anorético revolutions eu te renego meu pau e meu peito três vezes diante do espelho, ninguém saca nada, ninguém me saca. claro que de anja nada, que mais caída e decaída que eu impossível. mas deixar o centauro amarrado no jardim tá fora do script.
nos lugares ninguém me trata ou reconhece por menina mais. à dúvida do guichê o ingresso que me morde o bolso em qualquer randevú é o masculino, posso com isso?, brandon teena desfazendo volume com uma coçada na carteira no bolso. modelo garoto fofo, descolado, com a cera tinindo, delícia.
a razão? a minha? chamar a atenção. maybe. meu dda é versão premium e me contempla todas as áreas. meio como em horóscopos de revistas pocket do osmar-não-sei-das-quantas, que sempre falam que se você quer chamar a atenção, deve então sair às ruas com uma peça vermelha.

24.12.06

eu comi a carolésbica.

a fenda mela e a coxa dela são DEFINITIVAMENTE rimas que deixam com um sorrisão dicanto esta porn blogstar que vos deixa nódoas nos lençóis de vez em quando. essas rimas então tão na música 'eu comi a madonna' do disco da ana carolina que anda tão (por mim) falado. o 2/4 é o fecho de ouro pro meu 2006, eu lembro de um impacto similar ao desse disco só quando ouvi o show 'violões', da cássia eller, de 96, e nisso lá se vão 10 anos, em????
dois quartos foi o que deu sentido ao meu ipod (óooo!!!)... "se mandou bateu com meu chevette / quebrou toda a kitinete / me traiu com mais de 7 / fez comigo um bafafá" (ahhhhhh!!!!!!!!!!!!!)... "como lava no oceano / um esforço sobre-humano pra recomeçar / do zero" (!!!!!!!!!!!!)... "porque eu sou feita pro amor da cabeça aos pés"
ai, qualquer semelhança com a realidade não é mera. nem a minha realidade é nada, que dirá semelhante. mas enfim. tou dando pra entender.
rrrrrrrrrrrromantiquices!! eu que não me familiarizei direito com gilliard & biafra (porém de dalto eu gosto, mas só no original), e que gosto de ana carolina como meus pais gostavam de rc. como nossos pais, a melô canibal antropofágica que sempre nos volta, revolta, etc, ai ai..
a letra de eu comi a madonna. caralha.
Composição: Ana Carolina, Mano Melo, Antônio Villeroy e Alvin L.

Me esquenta com o vapor da boca
E a fenda mela
Imprensando minha coxa
Na coxa que é dela
Dobra os joelhos e implora
O meu líquido
Me quer, me quer, me quer e quer ver
Meu nervo rígido
É dessas mulheres pra comer com 10 talheres
De quatro, lado, frente, verso, embaixo, em pé
Roer, revirar, retorcer, lambuzar e deixar o seu corpo
Tremendo, gemendo, gemendo, gemendo
Ela tava demais
O peito nu com 5 ou 6 colares
Me fez levitar em meio aos 7 mares
E me pediu que lhe batesse, lhe arrombasse, lhe chamasse
De cafona, marafona, bandidona
Fui eu que quem bebi, comi a Madonna
Chegou com mais três amigas, cinta liga,
perna dura, dorso quente
toda língua e me encoxou
Me apertou, me provocou e perguntou:
Quem é tua dona? quem é tua dona? é é
Fui eu que quem bebi, comi a Madonna
eu tenho uma vizinha crente, jesus me salva. ela gosta do che, meu gatinho ruivo, só que naquele modo sem semancol crente já vai se enfiando pra dentro da minha casa. odeio isso com todas minhas forças. pode enfiar até o cotovelo se eu permitir, caso contrário tenho problemas seriíssimos com invasão.
num gosto. tou no micro, e vi o berreiro da crente ‘ai, gatinho, gatinho, etc’ e foi se enfurnando na minha cozinha a fim de assunto. meu subject: playei eu comi a madonna da carolésbica que é o que me tem sido trilha sonora das oito ao sono no último volume.
é dessas mulheres pra se comer com 10 talheres, de quatro, lado, frente, verso, em pé, roer, revirar, retorcer, lambuzar e deixar o seu corpo tremendo, gemendo, gemendo.
se ela se tocou eu até fui útil pralguma coisa. odeio crente sem-noção (ok, é um pleonasmo proposital enfático). odeio crente sem-noção que seja meu vizinho e troque o tempo de tar fazendo alguma coisa de útil na própria vida pela minha salvação.

um sutiã no varal foi minha bandeira preta de guerra pra vizinhança, denise de leon tolstoi. quem se mudou pra favela do cocrete pinto é um guri? uma guria? é um viado, todos apavorados. não!, lésbicas roubam as nossas crianças pra fazer sabão, e NEM QUEIRA saber de onde que a gente pega o sebo pra isso, ma cher.

22.12.06

engraçado o modo repeat porque é hoje no computador meu diário nominal e negro. pra apagar é só um shift del e ok: transformo fogo em fumaça ou troco choro por área seca na cabeça e livre no hd. meus diários dos noventas que nomeavam as gurias e os guris que me supriam a diástole naqueles tempos difíceis e que eu queimei numa fogueira no fundo do pátio da minha casa.
no odiário zero zeros. a pergunta que eu respondo com a palavra “ódio”. afinal o que me trouxe até aqui?
lembro dum filme do jackie chan, acho, no qual ele falava que o treinamento consistia em esgotar-se em suor de tal forma que no dia seguinte não era possível urinar. todo o líquido do corpo tinha que sair pela transpiração. gosto de purgar as porras através do suor, de jorrar suor ou bosta o máximo que eu conseguir, aquilo não era pra tar cá dentro.
meio um will smith protético no i, robot, tomando banho no meio da colônia penal com choque pra nível de atividade cerebral diferente da média. é que eu que sou besta, tapada, de tirar onda de herói. on the road on the rocks, é meio como executo meu simulador de realidade marco pólo inc. e assumo a minha deixa de godiva sem-noção pela estrada afora. o público bufa com o contorcionismo da fofa. ando pelo mundo divertindo gente, dedilhei isso hoje de manhã depois duma versão calcanhotto pruma música do charlie brown jr, minha.
o que é muito complicado, no diário de um não-músico medíocre que não inventou a própria língua já que não domina sequer a própria, berrar em desafino que os dias passam as horas se estendem as pessoas ao redor nunca me entendem. rá. o tempo alheio é exíguo pra me levar a sério. nunca consegui brevê pro faz-de-conta, de nós dois eu matei um aos meus cinco anos porque precisava, cortei a língua, o pulso, a machado o córtex primário, tempos intermináveis depois. por uns tempos. pra ser par. “cutelo e falangeta rápido, rápidos, no descolar pelanca do peito prum transplante de carne alheio cá do ladinho abraçadinho namorandinho comendinho, hm....”
no meu diário ódio, o meu. de mim. cansei de pensar em automorte dramática, acho que a merda é mais complicada que aproximar uma consciência que vai vir uma hora ou outra pra todo mundo mesmo. não ia ser tão moleza assim. pesa o meínho da porra. da régua, da balança. não ando pra frente nem de volta. um anjo sestroso vem e me abraça por trás na cadeira no computador pra sussurrar que o que me trouxe até aqui foram meus erros, que eu não erro mais, no seja o que for. foda-se querido. olho pra trás meia dúzia de leds queimados indicando o lugar provável do lanho nas minhas carnes ou sucesso, que seja. aprendi?. olho pra frente e cego: centilhões deles acesíssimos & tentadores pedindo minha escolha. até uns que pulam ali de trás pra frente em loop. eu poderia causar muito mal físico pras pessoas, por isso é melhor ficar sozinha e beber, e ficar sozinha, em isolamento, e escrever um diário que não tenho saco pra ler. sem fuga geral de consciência, ou que seja a salvo.
.
claro, isso tudo é fake. viva o cordão dos nerds pontuais que escrevem. grande mundo de fakers, boas festas amigos.

19.12.06

purqueu sô feita do amor da cabeça aos pés!!!!!!!!!!!!

ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
dois quartos da carolésbica, foda, os discos da mineira são os únicos que eu compro ainda originais de fábrica
o primeiro quarto tá genial! tá foda! é o disco de vários anos, é discão!!!!!!!!!!!!
com vocês, ladies and ftmen, "rosas", minha música do ano, do milênio, QUIÇÁ DAS 78 MIL ROTAÇÕES DA MINHA ALMA EM ETERNO RETORNO NO UNIVERSO!!!!!!!!!
Porque eu sou feita pro amor da cabeça aos pés
E não faço outra coisa do que me doar
Se causei alguma dor não foi por querer
Nunca tive a intenção de te machucar
Porque eu gosto é de rosas e rosas e rosas
Acompanhadas de um bilhete me deixam nervosa
Toda mulher gosta de rosas e rosas e rosas
Muitas vezes são vermelhas mas sempre são rosas

robert crumb - BLUES

xis.

não, é que eu não escrevo, eu tiro fotos. pois é, aí abri uma hilda hilst e não atingi. botei agora a clarice encoxando a hilda na estante, abri uma clarice que me miava lá de dentro da caverna pessimista dela cheirando a toxoplasmose um “ando com medo de estar tão sem medo”
quer saber, clarice? FÓCK. YOU. que hoje eu não tou pra ti.
melhor abrir meus quadrinhos com a galeria de losers que pelo menos trepam every night + um rock pop bubblegum no media player psicodélico. mundo dos sonhos ou realidade paralela, tremo-me e arrepio-me os antebraços e adutores das coxas com uma música foda que me entra, pra viajar no cosmos não precisa gasolina. porque é, guria, que eu tenho uma camiseta escrita eu te amo e fico pelada no quarto batendo punheta, esmurrando a parede, batendo punheta. ah os bardos queridos que alimentam minha metranca giratória de originalidade zero e sampleragem em copyleft na hora do nhac do obturador!


pois que eis que tramando perna no rebordo dessas trilhas todas incidentais surjo-me à noite tal boquete do fantástico, trajes minúsculos imitando raios roxos fosforescentes a descabaçar a superfície da água, água ardente, cantei, canto, cantei e não sei como eu conseguiria cantar-te assim não fosse o excitante, o gim, cantei, ai, mas tonta eu, que naquela velha máxima, o que que o vinho não te fez ver em mim após as 12 badaladas na enrustolândia do caralho que no dia seguinte maquiagem desfeita, ADORO, desfeito também o ‘engano’, ODEIO! cuidado bêibe que você é responsável pelo que manipula, hm. aquela agenda desbotada rabiscada, christian & ralf, i’ll remember you, quando se esquece RASGA e não simplesmente rabisca a agenda,
agenda muderna high tech a minha, pois. naquele usual search num orkut de usuárias pesadas com as fuças mais deslavadamente assentando um ortodoxo hétero, héteras ortodoxas (medíssima santa!) ht de perfil & esguelha & raspão, ai que se minha boca falasse.!! fala, fala-fala e te canta, se joga, me rasga eu, te rasga tu, falação felação em palimpsestos que só nos vêm como aparição em meio a muita muita MUUITA estrobo, né?? haha.. ai, este rostinho liso & sardento & deslavado pra te pagar e te pegar com show contratado pra 4 horas a partir da uma, bem tipo amiga eu não sei o que que me deu, mas começou a me dar uma coisa e fudeu, fodendo vamonos, tão indecisa & reincidente eu. hable con ella, o pano vermelho é pra platéia, boba, não pra tourona burra cá que nunca aprende, pro sapatão capira, colona, cafona, capiau só pra se ficar no cê, que não memoriza nunca as pedrinhas vazadas, a começar por amar ana carofake cantando suas vantagens, passando pela cantora gata da tevê que sequer goza e ainda que dirá no tom do gemido que o le son de última geração & só ele consegue lhe eternizar, passando e repassando, babando por toda a bucetama de dado em punho e a postos sobre o tabuleiro da escala kinsey, santo fio de clitóris desencapado batman!, complicadas & perfeitinhas, todas nem todas, a vida sexual da sapata feia rende compêndios divertidíssimos e volumosos em vários tomos, noites, às mil e uma noites demorô, queu sou um negro gato de arrepiar, nhau.

prosa.

17.12.06

lapada na rachada

ana carolina tava ontem no altas horas lançando o dois quartos. junto com ela o povo do saia justa. o anúncio-bomba da madrugada foi que ana vai sair do programa. engraçado, eu já vi uma porrada de entrevista e apresentação dela e acho que o sj fez bem pra ela, pra desenvoltura.
agora, o espinhamento constante das participantes do saia justa é um saco. pra parcela ínfima da população que tem acesso ao gnt (gnt coisa é outra fina, já diria a elis. pf) não deve ter sido muita surpresa ver as meninas autosuperpoderosérrimas emitindo sempre opiniões de humor finíssimo e por vezes ininteligível (claro, né? que graça tem humor que todo mundo entende! o entendimento do humor é a cerca elétrica que separa a cachorrada de pedigree que só trepa com a pretendência escolhida pelo seu dono da vira-latama que tem autonomia pra escolher a quem dar o próprio rabo.) e se agulhando ad nauseum. em terra de ego quem tem um olho carimba o bilhete segura na mão de deus e se vai.
do pouco que a ana cantou nada de novo no front no 2/4. coincidência ou não uma das entrevistas exibidas pelo serginho groisman no programa foi a com o rodrigo faour na qual ele dá nos dedos da turma que tá fazendo mpb agora por causa da caretice, citando ainda o funk como movimento transgressor uno. e tudo o que é ‘abençoado’ pelo virar mania entre a classe polinizadora de opinião é bem entendido & apreendido & repetido pela papagaiada cá, também como verdade una. funk e rap são bons porque viraram mania ou viraram mania porque são bons? esses dias na rádio cruzei com um forró, dessa onda new forró (ah, tu tá ligado só na new rave dos anoréticos frígidos de algum lugar cú da europa, né?) que me assombrou. poucas coisas no mundo me assombram e me chamam a atenção e me provocam, esse que eu escutei no ipod genérico um dia de manhã na rua me pegou no contrapé. o nome da música é lapada na rachada, e pra além da peculiaridade da letra a interpretação também é toda sexualizada.
a questão então, é: por que que o forró também não é genial, uhn?
sabe por que? porque traz ascendência nordestina e nordestino é o cara de gosto duvidoso e de força inacreditável feito sob medida pra lavar o fundilho das tuas cuecas, não é verdade? é o cara talhado pra não ter pudor de expor onde roça o corpo de ANIMAL que tem, não é? que só ELE tem.
não, mas queeee issoo! herética eu, certamente.
pois o nordeste é berço da baianada anagô sofisticada & universitária, berço da muderna & antenada galera do manguebiatch e nós amamos o nordeste afinal, não é mesmo?. oié. aí um cara que não nasceu com o brasão acadêmico-artístico cravado no sobrenome e é tatuado a fogo com a miséria da sopa de papelão vai pra cima dum palco expor a própria sexualidade num ritmo, hm, alegre? num pode, num dá, num qué, num aceita.
.
eu odiava bastante o roberto carlos, sempre odiei. mais que o mullet, a quadradice e meus pais serem fanáticos absolutos pelas modinhas simplórias da jovem guarda alguém me convencendo sistematicamente que ele era o “meu rei” sempre me incomodou. rei o caralho, majestade pressupõe ascendência ou nobreza, monarquia imposta sempre bolinou meu espírito democrático. mas nesse saturno returns revolutions, nesses 2 anos, me confrontando com o porquê dos meus ódios, comecei a ouvir robertão. e achei coisas bem legais. não, ele segue não sendo o meu rei. o assento do meu trono só aceita interinos intra-uterinos. agora, ele cantando com o mc leozinho ontem matou a pau, matou a pau. quando ele falou que “é, bicho. funk não é muito a minha praia, mas esse tem uma letra tão bonita que eu pensei que esse eu podia cantar” me desarmou e desmanchou. e, sim. ele CANTOU, verbo que pouquíssimos conseguem conjugar. foi lindo pra cacete.
.
glória do desporto nacional. quase não magnetizou o cartão ainda. o internacional que eu vivo a exaltar campeão do mundo de futebol. puta que pariu, a gente é campeão do mundo.
a gente é campeão do mundo, campeão do mundo.
bah! a gente é campeão, DO MUNDO!

15.12.06

podcast


número cento e trinta e alguns...

CÁSSIA ELLER - aniversariante: não pensa que esquecemos..!!
+ chico science & nação zumbi + norah jones + beirut + kings of leon + robertão + cazuza + wander wildner + ira + nando reis

50 min - 23MB

baixa aqui, ou clica lá no rodapé.

GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS.

aquela coisa meio pergunte ao pó, meio quarto de muquifo. não vi o filme apesar da hayek, verei talvez. apesar do farrel. quarto de muquifo no original, arturo bandini, 2 taças de vidro grosso mal-soprado em qualquer bodega chinesa ou coreana ou taiwanesa à décadas-luz da areia de murano + um vinho barato mal-escolhido. uma tv minúscula no topo do teto do quarto passando alguma coisa sem volume - eu não me importo com volumes, mas. mas um -nosso- pergunte ao pó faroeste caboclamente, um dia depois de eu ter visto deus pela janela do quarto e ter achado que entendia tudo, código morse das estrelas no céu limpo e uns graus a mais de altura e soltura da minha mente, um dia depois.
a coisa mais linda do mundo, mais linda de morrer.
parla!,
quase que soltei. me contive, tremendo ainda até o osso. que o lençolzinho com o brasão bagaceiro ralo de tanto amaciante me atirava na cara aquele manchão redondo & úmido. um manchão todo molhado & espirrado, tá me entendendo? a lindura da nódoa molhadinha fina no lençol, - ai! - sumo vertido da foz do nervo mais fundo daquela bucetinha fudida, fudida dela.
fudida, fudida, fudida.
linfa de cristo a qual fiz questão absoluta, claro, de deter a honra da troca do lado pra dormir por cima secando tudo nos meus flancos. ver deus duas vezes seguidas em pouco espaço de tempo é privilégio pra poucos, eu sou uma garota de sorte.

PROSA

v de vendetta



moore no original.
vi na tevê, na semana em que surgiu uma pesquisa que o pau cincuncidado tem menos propensão a pegar a-i-dê-esse, será que quem tem grandes lábios grandes também tem mais facilidade pro contágio? e quem tem o cú inchado de hemorróidas também? sim, porque o raciocínio vai nas dobrinhas que acumulam sujeira ou não?
sangue podre de útero a.k.a. resto de bebê que a buceta não quis levar adiante transmite hiv? sempre tive essa dúvida. cutículas, remember.

11.12.06

há uns bons anos atrás, saindo da votoran, mandei meu currículo pra angola. diante da minha barreira de idioma, angola fala português e não é na europa. lembro de falar pros mais chegados - todo mundo que me cercou, sempre, guardou pra mim uma porção generosa de escárnio diante da revelação dos meus “PLANOS”, que escárnio é o combustível de quem é cagão - que tendo um computador e meu violão tava tudo certo, não importasse o naco de terra que me tivesse como habitante.
arrumando uns bagulhos achei um certificado de um curso fodão de iso do ano de 2000, feito na época da votoran. eu fiz e passei na porra na época, pra gozo do povo que me mandou pra lá porque o troço era o preço de uma faculdade. meu superior de iso daquele tempo tinha feito e não tinha passado e depois daquilo eu cada vez mais entendi que o que importa é o resultado - positivo - do jogo. não que eu nunca tivesse trocado minha coleção de notas fodas e elogios de todos os professores que tive por maior aceitação da minha sexualidade aberrante desde pequena. tava longe de fazer parte da turminha dos bacana$ do colégio, nunca fui bonita, não tinha planos de ser mulher (e nem homem), me restava um boletim de escola pública pelo menos com as melhores notas.

2000 eu era muito jeca. não sei, eu enjequei legal quando entrei pra votoran numa época. vida de proletária e o charme do uniforme cinzento que pelo menos me mimetizava no meio do mundo que eu não queria ser: qualquer indústria é o melhor palco pra quem quer esquecer a identidade secreta. embotado de cimento e lágrima dentro de um tempo se erige um monumento ao cara desconhecido.

mas no tal curso fodão eu era a única bagual da sala só com gente engravatada e com curso superior. eu lá com meu técnico trôpego e uma camisa xadrez vermelha de manga curta dois números maiores e uma calça bege clara e uns tênis horríveis, mais meu rabo de cavalo ensebado - nunca tive roupa social decente, nunca - passei na porra não sem ter me deslumbrado com a barulhama de porto alegre - que eu conheci só uns meses antes. e com o coffebreak. pausa para o café, nunca tinha passado por isso. e por coincidência pelo lula, que eu enxerguei de esguelha num congresso que tava rolando no tal hotel. já tinha visto ele em pelotas, correndo atrás do trio elétrico na campanha de 98, mas lá no hotel do curso foi bem de perto.

uns anos depois saí da votoran porque talvez não fosse viável enfiar de cabeça a mo cuishle pimpolhinha pobre filha de um mecânico e de uma empregada doméstica numa imersão de inglês e mandar o ‘prodígio’ pruma das fábricas estourando no canadá. touro de carga também pensa, só que só nota isso quando vê que só ele pode zelar por ele próprio. só quando se dá conta que não dá pra deixar ninguém ficar lhe bolinando o pau pra esturricar o máximo possível do sêmen premiado da dinastia de carga. eu fico pensando nessas coisas, quando às vezes um toco de passado se materializa nas minhas mãos.

10.12.06

7.12.06


ah, antes que eu me esqueça
o free find apontou que as escavações no blog mantém a regularidade de antanho mas agora o procura-se direcionou também pra thammy/tammy (gente, é thammy com AGÁ e como SOU.rs.bora procurar direito) e betania.
ai, bethania é com agá e chapeuzinho de vovô também.

não precisa procurar, eu falei mal pacas dos últimos discos. não gostei, não bateu. tou mais pra ace of spades do que pra nhanhã, fazer o que. a própria abelha rainha canta numa das minhas canções prediletas "eu odeio / eu adoro / numa mesma oração". esse é o mal de quem é apaixonado: a falta completa de isenção. quem quiser isenção não tente pros lados da minha pessoa, nem dos que ela escreve ou fala ou prega. eu sou completa e maquiavélica e propositalmente sem acesso ao topo do muro. eu sou um joão-bobo com o centro de gravidade na cabeça: eu NUNCA paro em pé, tou sempre metida até às fuças no que eu GOSTO.
talvez daqui a um tempo bata a velha bethânia. e se bater vai ser com todo o escancaro usual, como foi o de não gostar.

panela véia é que faz comida boa

e é por isso que eu confio MASTER no meu cabo e no meu fundo e laterais um tanto batidinhos e cheios de craca (rs.).

o CASO é que prum futuro aí, onde sedeusquiser o imperador reassuma seu trono tantas vezes usurpado por culpa própria (vc levaria a sério alguém que coloca tarot através de um programa de flash? nem eu. o caso é que coloquei e gostei do resultado - eu sou dada a essas crenças malucas que não tem nenhum fundamento, ó céus ó vida ó azar. mas voltando à vaca frígida - ) tou de bisolhas e bizoreias esticadinhas pra esse modelo do fiat 147, a CAMIONETE!. adoro o modelo do 147, e na impossibilidade $$$ de uma strada, ou saveiro, etcs, essa além de tudo ainda é funcional.

quando eu tinha meu chevetão tunado lembro de inúmeras vezes ter batido na entrada e saída da garagem, encostado em coisas que não podiam e o querido lá: IMPÁVIDO!, sem nenhum arranhão. quando trabalhando na preditiva, aquelas bostas zero era só tu dar um assoprão um pouco mais forte que já era lata amassada e tinta e aquela merda fudida toda. e ainda no último período de gm lembro de ter pego o projeto pra diminuir mais ainda a espessura das chapas que formam o carro, por economia (daqui a uns dias o carro vai ser de amassar e botar no bolso, né?).

carro véio tu ajeita o motor e é uma beleza. carro véio me dá uma sensação de voltar à infância da qual eu nunca saí, onde a gente dirigia o dê-cá-vê do tio adeval. todos os romances noir & policiais que eu devoro com a avidez de uma caixa de amendoim com chocolate trazem são esses carrões fodaços linotipados nas suas páginas. com um som em mp3, claro. é como tudo na minha vida: a casca acabada, (senhor, tende piedade dos que gAstam de comprar o livro pela capa sem nem atentar pra que aquilo pode ser bonito pra alguém nalgum lugar do mundo amém), e o interior modernérrimo e.. incombinável? ai, graças santas plenas alcançadas de soar incombinável.
amigos se souberem, especialmente da fronteira de sc pra cá, manda um emelho pra eu plis.

6.12.06

na banca. rota.




é o que a gente quer saber mermo, claro. nada de fome na áfrica ou na minha despensa.
que se eu não tou com minha camionete, pis/pasep, em dia seguridade social
(meu pau)
rola não, né gata?
é o que liga.

5.12.06

pouca coisa no mundo pode ser mais foda que zanzar só de calcinha dentro de casa. isso tá lonjão de "sedução vagaba nas entrelinhas de um texto mais vagabundo ainda" ou aproximando à linguagem mais caipira tenteação do touro com manta vermelha sureca: eu não sou dessas não, nunca fui. se eu digo que vou dar já entro no gerúndio desde o momento da afirmação até o cumprimento da sentença. meu fio de bigode é folheado com meus nervos, desculpa aí viu?
mas não é pra imaginar os outros de calcinha, é cada um gostar de tar e se imaginar sozinho em casa, andando só, de calcinha.
.
me páram. porra, denise, tu mudou, em? nem te conheci!. eu acho que não mudei nada, desde nunca. e me conhecer eu também não me conheço, ora bolas. mas eu sempre me reconheço, até nas minhas dores pelas merdas nas quais fritei a areia da ampulheta. dói pra cacete, e por que? porque era eu que tava lá, e sou eu que tou aqui. talvez eu esteja realmente embagulhada a olhos vistos por toda a dor que eu carrego. teja bem embagulhando, a cara e o corpo ostentando a judiação do formão.
e as pedras que não afundam não vêm com marquinha nenhuma não, meu nego. a única manha pra não ficar caindo da pedra e metendo estilhaço dela dentro do estômago tudo por antecipação, tudo antes de se pôr à marcha inevitável, é meter um ferro no ouvido e desligar o fiozinho azul que conecta ao realismo em jaculatória, ejaculatória, bradado em shuffle pelos 'outros'. pois os 'outros' precisam que você lhes confirme as verdades. nunca conte com a conivência dos 'outros' pra respirar.
.
transamerica-latino sem dinheiro no bolso e vindo do interior. vindo/a. traveca/o pobre way of life.
cinco anos. eu queria ser um garoto loiro, vizinho. ou rambo, he-man. um tio meu que andava de moto e parecia aqueles rapazes americanos dos quadrinhos do instituto universal brasileiro. depois peito, bunda. soco da realidade nas tetas dói pra caralho. depois sangüeira pelo meio das pernas, + peito, + bunda. pêlo grosso no sovaco, dois-três fiozões pendendo da vulva reta. antes, marco pólo. machos cruzavam, descruzavam e cosiam o mapa todo. machos podiam, machos fodões, machos fodiam.
a solução, um pau costurado no meio das pernas. tirado dalgum morto, estica & puxa as beiradas do grelo, bota por cima e taí um macho. uma ou duas bolinhas?. você que escolhe.
ter um pau. rá rá. um treco pequeno no meio da perna que levanta e fica duro. (se.). jorrar porra pela pica como quem jorra leite pelas tetas. amazing.
.

universidade do rrrock


série do iturrusgarai na folha...rs.. promete.. =P

4.12.06

exatamente, e-bit, pegou o sentido: "essa semana" eu deixo o mundo um tantinho + escuro.

tá chegando a hora.

o inter sagrou-se bi-vice do brasileirão neste finde (no ano passado garfeado VERGONHOSAMENTE pelo corínthians e todo o conclave/conluio/conspiração paulista: BLAAAAAAAAAAARGH!) e hoje parte pra terra do sol nascente, buscar o mundial pra gente!!!
2006 em?
libertadores, vice do brasileirão e na disputa do mundial interclubes!
prum clube fudido em grana e em ESTATUS E BABAÇÃO DA IMPRENSA, sem uma estrela milionária, o resultado é assombroso. o meu primeiro êxito com o internacional foi a copa do brasil de 88, e eu já tava com 10 anos! e isso é pruma criança totalmente influenciável por energias negativas encrachatar-se em DEFINITIVO com o chamativo loser ou não é.?

mas tamo aí. lá no
blog do fernandão no clic rbs dá pra acompanhar as impressões do mesmo sobre a final.
rumo a tóquio. mais uma estrela nesse bissexto 2006, como disse a
méri. de todas que despontaram nesse meu céu que teve desde cadentes, decadentes e até as mortas há décadas que enganam a gente com o brilho: mas sempre é dia de feira quem quiser pode pegar, já diria o eduardo gianetti..

3.12.06

bom, tem a coluna do veríssimo na zero hora de hoje. em linhas gerais, porque eu sei lá, eu leio os trecos extraindo lá de dentro o que me importa, eu nunca consegui decorar os trecos de história no colégio, então quando tou lendo alguma coisa eu vou catucando o que tá no meio das linhas que nem o cara do 'uma mente brilhante' e aquilo vai me dizendo algo, pois que na coluna do veríssimo é algo sobre o cachorro de um filósofo que não tem consciência da morte, aquilo acendeu uma luz dentro da minha cabeça
porque eu mitifico demais a morte, a morte como "óohh!!! derradeiro momento para a existência carnal!!!" e de medo da morte, fico naquele curto/não-curto nada do que tá passando na vida como numa contagem regressiva patética, como se o fim fosse a parte mais importante da história
pota que paréu! mas NEM FIM a gente tem como saber se é mesmo!! o medo de morrer é o medo de abandonar a rotina, mas isso acontece a toda hora, a cada aventura nova, a cada caminho novo, emprego, amor, refeição, etc.
e o dia tendo 24 horas por acaso, ah sei lá.
a gente 'faz anos', fecha ano, abre ano, abre temporada, abre relógio, abre a tevê, o computador. tá que tem o corpo que cansa 8 horas por dia mais ou menos e o corpo vai desmoronando não é ainda que nem o admirável do huxley que a gente morre de cansaço não de gastura ou se desmanchando em doença como é hoje. e daí que se pensar em algum "progresso" não é nada, daqui a essa "medida" de vinte anos, se isso, eu já vou tar toda desmanchada e velha e cheia de deficiências e não conseguindo um mínimo de independência e isso é degradante, é de desanimar. então se tiver que morrer que seja hoje, eu sou daquelas que tomam remédios com medo do que aquilo vai me fazer a longo prazo, ou come com medo de engordar, etcs. foda-se, poxa. isso soa contraditório, pois se eu não tenho que ter medo do "fim" então eu tenho que não estar acabada no "durante", né?
não sei. grilhões.


no livro do edward bunker, primeiro dele, escrito ainda na prisão "nem os mais ferozes"
"uma multidão sem rosto passava apressada por mim, com destinos baseados em escolhas e ligados e escolhas de outrora. todos tinham um lugar para onde ir, e estavam mais felizes em suas algemas invisíveis do que estariam se confrontados com a liberdade. eu estava tonto, intimidado e, de certo modo, assustado." [ relatando o 1° dia de soltura ]
p. 41.

e que a (im)prensa aceita tudo mesmo, etc...

nossa! não fosse coluna assinada eu acharia que meus pequenos olhos viperinos me traíam!!??
as coisas mudam em ciclos né. vá que pelas megamonopólicas organizações antônimo ermírio moraes Y moraes tão desistindo da "REENGENHARIA DE ÉRRE AGÁ" e tão abraçando a causa, em??.. será?? será que agora vão ao invés de demitir sem alocar o cabra em algumas das milhares de unidades cá e já pelo canadá e states tão até CONTRATANDO?
ai meu são tomé das letras em linhas tortas.!!..
sabe que essa eu não acredito NEM vendo? nem vendo.
[ claro, a coluna não tem nada a ver. a responsabilidade tá sempre em "esferas maiores fora da nossa alçada". e eu que tenho que tomar remédio pra bem dormir, olelê. ]

2.12.06

acordou de peitinhos duros.

e acordou com o peitinho duro, durinho. hmm. quem lhe mexe com os brios e os bicos e lhe fica mandando choquinho de dentro da cabeça de macabéa dundee pro meio das coxas de madrugadinha, em?. ai, mais um dia pra suportar até o fim, jesus, enquanto tenta lembrar quem lhe bulia lá da ilha de edição. na hora daquela coceirinha gostosa e tremelicante do meio da perna, porém, não há pause nem repeat que segure.


se ela fosse um isso mais mulher, mulher de verdade mesmo e não uma desgracida verma em saias, não aparecia nunca mais. escafedia-se pelo próprio bem. eis que filhadaputagem além de vício é uma arte, ó, ô.


"pobrezinha. não chora, minha filha. ele não é cara pra ti mesmo, nunca foi. e será que eu?. ai, minina, mas a história não é assim. é. rola peito, rala peito, essas coisas. tem que tar preparada psicologicamente pra não baixar uma coisa mãe: disagrédabol, hm? vênus demillus com folegozinho em dia, posse de calcinha, tpm chaos em dose dupla todo mês, hmrum, essas cositas muy simples pero muuuuy determinantes. e me dá uma peninha, de me enxergar nessa tua carinha de controle remoto como um seriado. tipo enlatada, tipo aquelas latinhas de apresuntada de antigamente que tinham uma chavinha pra rasgar, te lembra? sério. tá na tua cara, aí, tua vontade de me rasgar com a chavinha quando a fome bater e a sede bater e a mão já tiver batido tudo o que possa e vá D-E-R-R-A-DEIRAMENTE me cair na prateleira.
no me platiques más?, yá, luismiguéu. dou rebote: a-l-u-g-u-e-l. hmrum de novo. num rola, querida, num qué. amor saplatônico de filme não paga minhas continhas. e nem eu. aliás as contas já perdi mesmo de perrtubação, cérebro na pexereca é foda guria, é uma bosta, hã? é a ruína pra qualquer senhora de bem."

- pensou ela, que deveria ter materializado toda essa sua argumentação a deixar em babas de êxtase excitação lúbrica toda a banca de jurados perante o tribunal, causa ganha em primeira instância!, inafiançável!, indiscutível!, defesa brilhantemente construída!, mas ora a pobre, que não conseguiu à época tinta, TINTA na impressora para meter aquilo tudo do balãozinho de pensamento numa rasga de papel e depois de envelopar em gotilha de catarro e de assinar com merdinha fresca pra soar como o definitivo e indesfazível IMPRIMATUR EST, ter podido mandar a missiva à casa da outra, devidamente enrolada numa pedra que depois de estraçalhar a vidraça debaixo da qual tantas noites passara tendo o meio-fio por companhia com o clitóris naquelas pulsoezinhas em intervalo de contração de parto, suspirando pela projeção dos road movies e das trepadas ulissescas, ambos intermináveis, idílicos, etílicos, ambos no "oh, que eu não aguento tanta felicidade" way of life e o mais importante ambos protagonizados por ela e pela vaquinha cínica, bateria no cocoruto da pobre deixando-lhe um galo, com azar, e estilhaçando-lhe a jugular bem teatralescamente, com sorte.



prosa

castração do direito de ir-e-vir.

porto alegre sediando neste finde o fórum mundial de turismo como já sediou em outras épocas o fórum social mundial (de turismo dos neo-rich-hippies? oooops!!! pó falá não!), em tempos de lançamento do filme 'turistas' lá pelos states (um terror trash que conta o que acontece com um zé mané que embrenha em matas da terra de vera cruz) e do documentário 'olhar estrangeiro'.
e olha que coisa mais linda, MAIS cheia de desgraça: conforme o
cmi, passaram uma mangueira lava-jato, daquelas de "alta (livre & espontânea) pressão" no povo que fica na rua incluindo o do comércio "ilegal"
então chuta a mendicância que é macumba (!! chuta que é santo???), chuta pra bem longe que "o que eu não vejo não existe", aquela clássica do bidê ou balde, né? que, aliás b ou b representa A PORTO ALEGRE DA MAGRINHAGEM QUE O BRASIL BRASUCA GOSHTA DE VER ESTAMPADO NOS FRAMES E PÁGINAS DA MUSIC TELEVISION!
we make her paint her face and dance, tão ligados e com os cintos apertados?
.
no ponte aérea sp do xico sá no no mínimo ele falou ontem que cá na brasilândia (ô-o antônia sou EU e é você!) a gente, o passageiro, custeia 86% da passagem de transporte coletivo. nas principais capitais do mundo o custeio é de 50% e em paris 33%. e a gente é livre?
cada um com a sua ditadura, hã? cada um com o seu tolhimento do direito do IR-E-VIR. se amputar ou dificultar o acesso aos meios de transporte entre os lugares não é DITADURA DA FALTA DE GRANA eu não sei o que que é então. a ùnica coisa que me impede de ir de um lugar para o outro para fazer TURISMO (JÁ QUE O TERMO TÁ TÃO EM VOGA EM PORTO ALEGRE OU NO OLHAR ESTRANGEIRO DOS "TURISTAS") é a grana (ou a falta da).
mas esse tipo de achaque só dá comigo, né, que gosto/gasto de reclamar.

1.12.06

[ ex-boço a lápis jumbo a-e-i-o-u faber castell ]
ah, só pra constar.
02 exatos anos hoje, que eu não piso no acelerador. e que meu pé direito de denise day-lewis foi pau pa toda obra.
mas deus dá asas à minha cobra y voilà! ;)

dia mundial de luta contra a aids


lá pelo
g1, só hoje 8.000 vão morrer vitimados pela aids. a guria da foto chama-se beatrice akiyi e é do quênia, região mais afetada pela doença no mundo. os piores números tão na áfrica.
eu sou da geração daquelas campanhas (flácidas) de prevenção da capricho. lembro que há tempos o oba-oba e a porralouquice hippie ainda toureavam o "risco" da sida. meus heróis morreram na luta mas eles eram heróis, né?.. eu de espectadora do panteão era supostamente imune.
quando você vai fazer o exame de hiv é um engasgo. há uma "projeção" de qualquer (e todos) comportamento(s) de risco da época muito macha versus o diagnóstico e as implicações dele na vida. mas sabe o que mais? assim como QUALQUER OUTRA COISA DENTRO DA GENTE, tem é que investigar, ora! investigar pra resolver o quanto antes possível! vai ficar de palhaço do próprio organismo? lá dentro todos os leucócitos se matando (literalmente) no front pra tentar vencer um inimigo que o próprio general senhor e mestre da esquadra quer fingir que não vê? ah, vá!
'o medo deve ser combatido com a razão e não com mais medo', como diz o marcelo gleiser no a dança do universo, noutro contexto logicamente (mas também como os medos transmutam-se, hm?.. o medo que ele fala é de tomar conhecimento do que tá "lá fora"). claro, eu sou exímia teórica eu sei e fico de cá incitando as massas pra que tomem coragem p/ enfrentar os seus medos, mas olha só: o diabo sempre é mais feio do que a gente pinta, a paleta de cores da cabeça da gente é mais sofisticada em matizes do que possa supor a vã filosofia do mais cascudo supercomputador do mundo, podicrê.
.
& camisinha please, né? sempre.

lugar de mulher é recebendo troféu!

eu tou que nem aqueles tiozões barrigudos que ficam tomando cerveja na beira da piscina com um dedinho levantado e vestidos com um robe rosa todo puído e cheio de bolinha relembrando os êxitos do passado como num programa de rádio que todo mundo evita.
saco.
mas, "na-minha-época-de-ponta-esquerda-que-eu-sonhava-jogar-no-inter" o mundo era tão legal.

notícia da folha: a chinesa MA XIAOXU recebeu a comenda de melhor futebolista jovem da ásia. é a PRIMEIRA vez que a confederação asiática escolheu uma mulher para o prêmio: massa, né???
bah... eu até me emocionei. a sério. no futebol tu aprende a canalisar todo o mal que te fazem e ainda fica com cada panturrilha indescritível.

parabéns xiaoxu! parabéns, parabéns, parabéns!!