TWITTER CONTRATODOS

30.1.07

PODCAST - o retorno de jedi!



aê! depois de um intervalão para melhorias técnicas & táticas (& por que não físicas também?) da contratodos radio, voltamos.!




ainda tou meio maneada com a botazama, but... já da pra ter uma ideiazinha da melhoria. não tanto porque a saída é nos 64kbs que permitem baixar mais rápido, people....




então pra acompanhar bem sua 3a:


ROBERTA SÁ / LULU SANTOS / JOTA QUEST / ELIS REGINA / IVETÃO / ROBERTÃO / JORGE BEN / VANESSA DA MATA / CÉU / LIBERTINES / JOSS STONE!




cinquenta e poucos minutos, vinte e sete megas maisoumenos!


aproveita, tá tri bom! :)






clica c/ o botão direito do mouse e manda "salvar como" no link aí em cima ou plêia lá no finalzinho do blog!

...um camelo passar pelo buraco da agulha...

Comentei no podcast mas pra quem prefere não gastar ouvido e tempo com esta voz chata e renitente falo de novo.
Sou a rainha das experiências absurdas. Em geral quando eu me toco que tou numa roubada já me encontro toda retamada de alguma substância suspeitíssima, imobilizada e anestesiada numa cama tendo que só desencanar e agüentar o tranco (eita!). sim, e a minha última ‘experiência trash’ não foi diferente.
Domingo desses tava na mãe da rejane e enquanto a pessoa tomava seu interminável banho de beleza de 3 horas assistíamos eu e rejane-mãe o fantástico e nele, uma reportagem sobre os benefícios da acupuntura na cura de artrite e artrose e tal...
Bom, e aí ‘do nada’, inventei de querer conferir qual que era e resolvi me espetar toda. Normal seria, não fosse o fato de eu ser noiada com agulhas. Eis que ontem encontro-me eu deitada numa tipo maca, totalmente hellraiser woman, recebendo choquinhos das tais agulhas com mola de acupuntura. Sendo que os meus objetivos iniciais com o tratamento oriental eram os mais sórdidos e fúteis possíveis (a bem da verdade, aliás, o objetivo era realmente UM SÓ: perder a barriga com as agulhinhas! haha). porém, mais que óbvio, o dr. Fábio nem deu bola pra isso e fez um realinhamento de energias pra canalizar pros meus ossos & tendões e também curar uma insônia que vem me acometendo.
E não é que a joça funciona mermo? Não enxerguei uma bola branca de energia se avolumando nem nada, mas consegui dormir um pouco.
Mas é trash, minha gente. Sabe decolagem de avião? Sabe dedinho no culo? Sabe elevador descendo rápido demais?
A sensação não é péssima mas fica naquele nível do desagradável, you know?. Bom, mas espero que as agulhadas sirvam pra acalmar meu sistema nelvoso um pouco, além de, claro, ser + uma experiência pro meu currículo.
Ou então bora apelar pra agulha de tricô duma vez.

29.1.07

bestibular!!!

e naquela velha saga “a luta pela compra de um diploma pra mostrar pras sogras” prestei mais um vestibular neste finde. sábado me toquei pra báh-ge com vistas a entrar na funba. chegando na city enxergo o hotel “medronha” (!) saindo da rodoviária. ‘quanto a diária pra quarto?’ ’R$18,50’ ‘feito’.
não sei se lembram de um episódio do hermes & renato que tinha uma pensão e que a pensão não tinha ‘quarto’, tinha ‘vaga’. ugh, poisé.
(sim mas por dezoito pila, né dona denise??). bom. abro o quarto n° 10 e recende aquele azedume do caceta. carái, eu não sou nada fresca não, mas o 2x3 não devia ver troca de lençol há pelo menos uns 2 hóspedes (blérg!). abstrai! abstrai!
banheiro coletivo, toalha de banho puída de duzentos mil anos e bafão de mil sacos depois e vambora.
estando na rainha da fronteira não tinha como deixar de cruzar na tamoyo, loja familiar de instrumentos musicais como poucas eu vi até hoje (e olha que eu já vi!). tou dando uma upgradeada no set da contratodos radio, aguardem novidades ‘técnicas’.

mas então à tarde, uma pepsi (blérg) light 2 litros à mão e um tic-tac framboesa (blérg) à outra, me pus a ouvir rádio e ler um pouco, passar a tarde quentíssima bageense que o vestibular seria às 9 do domingo.
no saguão do hotel madrulha havia uma tevê com trocentos canais a cabo, deu pra matar a saudade, porque cá em cocretepintolândia eu só pego a rbs em p&b e chiado ainda. pego que programa? saia justa!. gostei dum comment da maitê sobre que as meninas são doutrinadas a comprar coisas pra agradar “aos outros”, enquanto que os meninos são players: eles compram coisas pra brincar consigo mesmos.
pra completar as impressões sensoriais não muito agradáveis que eu tava tendo, uma pá de árabe (que depois vim a saber são paquistaneses: salamaleico!) visitando o brasil, visitando bagé e coincidentemente à minha estada no hotel, fazendo comida na cozinha (sim, meus caros: a cozinha dava pra sala de tv). superbacana e tal, até deu pr’eu treinar o ma english too bad pra prova do dia seguinte, só que vinha da cozinha um cheirão de vinagre, acho que da salada! e eu O-D-E-I-O vinagre com todas as minhas forças. porém, o que é a paixão ao cabo, né verdade? nem uma hora em que de revesguelha eu peguei um baratão cruzando bem belo a sala toda não tremi na base. (“baratas entrem nas sapatas!”). e em meio a árabes com aquelas roupas todas quentíssimas, & cheiro de vinagre & baratas correndo os 100 metros rasos na sala ainda ouço a márcia tíburi falar, dentro do grande manual de sapiência feminina que se (auto-)intitula o saia justa, que “amor é uma disfunção hormonal que dura 2 anos”. tá bom, cê que é a cabeça. hmpf. sefoder, tíburi.
como percebe-se eu tava de dona do controle remoto ensebado do magralha. peguei na uórner um episódio de six feet under de alguma temporada após a primeira e uma coisa que o pai do david falou no fim do episódio (pelo que eu entendi ele sofreu alguma espécie de assalto, ou agressão) que ele esquecesse a dor (do trauma), porque o que que era a dor se ele tava ali vivo?? david rebateu que não podia ser tão simples assim, e o velho falou “e se for?”.
hm?
hm hm hm???

bom, domingo de manhã. pra ir até a urcamp é uma pernada. aceito a sugestã do nelson, porteiro do hotel, de pegar um moto-táxi.
[ emoção! ]
quantos anos eu não ando de moto? e o medo de cair? de esbudegar a perna de novo e tals...
fui na garupa do moto-táxi. que vontade de voltar a pilotar! que a minha amiga com hora marcada no convênio não me ouça, visto que ela acha que isso é coi
sa de suicida passivo.
não contei o principal. fui prestar vestibular pruma das faculdades mais desconceituadas do mec. em setembro do ano passado não consegui fazer o enem porque tava viajando e agora vou ter que cavar com uma pázinha do fiofó a mensalidade mínima que fica em torno de 400 R$ mais cento e poucos do ônibus porque a faculdade, maninho, fica a simplesmente 80km da minha casa.
o curso escolhido? publicidade e propaganda. um curso de radio & tv seria bem legal, 2 anos e tal, mas não rola por cá. filosofia até pensei, mas eu tenho que ter uma MICRO esperança de poder pagar minhas contas com um curso superior.
eu defendo a tese de que todo publicitário tem que ser velho mesmo. quanto tu envelhece é que sabe vender exatamente o que já aprendeu a comprar: incluindo emoção aí, ouviu?. como eu já sei o material que eu vendo e calha de me aparecer uma veia marquetística nata boa, achei por bem ir pra publicidade.

soam as cornetas do pancadão. ninguém entra, ninguém sai: mais um vestibular.
primeira notícia:
“-alguém aqui na sala fez a opção de publicidade e propaganda?”
eu levando o dedo. adivinha.
“-hm, é que esse curso não vai ser oferecido, tu vai ter que escolher outro”.

viram, meus caros? é assim que se talha e se forja um bom profissional!. o profiça da segunda opção!.
bom, a minha segunda opção era jornalismo e a terceira educação física (resgate adolescente, não se dê bola). como para educação física tinha teste de aptidão e essas coisas que eu não posso fazer, ‘reformulei’ minhas opções no calor da hora:
1 - jornalismo, 2 - letras espanhol, 3 - direito.
beeeem igualzinho! (rs..).

putz, e dos meus 13 anos que me separam do segundo grau a prova tava nuns níveis cabeludos. é ridículo vestibular, tem TANTA coisa inútil que se do alto dos meus 13 anos na VIDA eu pudesse dizer, eu diria pra nunca colocar em teste!. ora se um jornalista vai precisar saber qual que é o nome correto do complexo químico de não-sei-lá-o-quê que reage com uma base tal! afe!. todas as questões específicas que não significam UM ISSO pra vida profissional da pessoa, tudo misturado no mesmo teste de “aptidão”!. É-O-F-I-M! grunf.

mas entre mortos e feridos e chutes na grade e trocas de última hora no meu destino profissional acho que correu tudo certo. jornalistas do mundo, aguardai!, imprensa marrom universo afora, tremei!, que daqui a duzentos sextilhões de anos, quando eu conseguir grana pra pagar todo o curso, serei mais uma afiliada da abi, a deixar o sr. barbosa lima sobrinho rebolcando-se no túmulo! (falando nisso, ele já morreu? informem-me minhas fontes, que eu dou bem pra jornalista mesmo: nunca afirmo com segurança nada provindo de mim mesma! que jornalista é que nem rádio de pobre: não é a fonte, pode esquecer pro resto da vida pegando poeira na prateleira!!).

27.1.07

alguém vai menstruar.....

local incerto e não sabido. ontem, parque charrua, feovelha. já na hora da abóbora. pré carona na cachorreira de uma pampa.
féovelha é issaí.. vixe.

descontrol alt del

onde você acha de dormir, bb!!!?

23.1.07

ana réxica voltou para seu doce deleite!! ;)


quer repetir, é?? vai lá em contratodos tiras e te empanturra!

fé - ovelha!

eu sempre com o botão do sincretismo cravado e rasgando no nível mais alto, sempre esperando e procurando meu Godot até em caixinha tetra pack nunca recusei estudos de origem das espécies. (obs: tem um livro bacana do jostein gaarter, d’o mundo de sofia, chamado ‘o livro das religiões’ que é um apanhadão meio almanaque do estudo das culturas e o que elas crêem: recomendo). mas então tenho formação católica por parte de mãe e evangélica por parte de pai e na adolescência tomei conhecimento do espiritismo através da minha amiga tati (que não por acaso tive notícias esses dias, saudaaaaadeeeee!!!!!!!!!!) e da mãe dela, dona isabel. àquela época tomava passes e tal, porém depois me afastei um pouco, caí nos carismáticos bem na época do padre marcelo (ergue-ei, ô-o!).
tempo depois tem o tratado de parapsicologia que eu li, supercético, e que me limou um pouco a coisa de crença de fé cega & faca amolada. li nesse ínterim, porém, o primeiro livro do marcelo souto maior sobre o
chico xavier e fiquei impressionada com a PESSOA chico e a bondade dela. tangenciando o livro, porém, a exemplificação dos fenômenos ‘parapsicológicos’ ocorridos nas sessões de mr. xavier.

pois bem. todo esse intróito pra dizer que a literatura espírita que eu tomei contato em todo esse tempo nunca me satisfez. literatura técnica e com palavrório muito cheio de rococó inútil, além da coisa da psicografia que ainda tenho receio de aceitar muito bem sem alguma explicação científica... porque eu não tenho dúvida que o que EU escrevo também não sai de mim, então tudo é meio questão de nível: ou
tudo sai DA GENTE ou tudo NÃO SAI da gente, entendeu?
eis que acabei de ler um livro chamado
O SEXO ALÉM DA MORTE de r.a.ranieri e orientado por andré luiz e tem algumas coisas bem interessantes. a linguagem é fácil e o tema tratado com clareza.
pesa a “MORAL” que permeia todo tipo de religião/doutrina/crença. o sexo feito por qualquer motivo que não seja afinidade (a.k.a. amor) é condenado (mas mesmo a utilização do corpo com vista a algum outro objetivo - como na prostituição - não teria um objetivo ‘nobre’? não sei, me perturbam doutrinas que me apontam verdades com dedo em riste no nariz). eis que o livro fala sobre a coisa de se reencarnar em ‘grupos’ (hm, cidades, grupos, carma coletivo, etc), sobre a coisa das almas gêmeas ou afins, sobre os sonhos poludos que nos arrancam do corpo confortavelmente estirado na caminha à noite pros lugares onde a gente satisfaz no console mental nossos desejos carnais.
e a homossexuality, hm?.. meio platão, meio andré luiz, meio
waking life (não existe UMA alma só, existem ‘almas’ que se dividem em várias e que vão se encontrar ao longo dos tempos), a chamada “alma” não teria gênero. e quando inventa de botar de novo os pézinhos cá na gravidade de 9,81m/s2 cá do planeta azul pode carregar “memória” das vindas anteriores.
aí que encafifei-me com a coisa de “carma”, posto que para além da homossexualidade tu “escolheres” te fazer um ser que transgride o gênero estabelecido pra tua genitália pode muito bem ser uma “opção” (inconsciente, pré-encarnar) pra aprender a viver com aquela “dificuldade”, não pode? pode sim. num mundo completamente hétero e onde o que é preconizada é a ainda medieval forma de preservação da espécie através da união de gameta masculino e feminino “escolher” deitar todos os olhares de amor, de fissura, de tesão, de construção de futuro e a direção da libido pro teu próprio sexo (tendo a não-procriação como pano de fundo pra ópera representando a tragédia grega, romana, etrusca) é “escolher” pagar o preço do sofrimento, né não? e para além da coisa beauvoir de que a sociedade faz a gente mulher, a “masculinização” mesmo que totalmente metrossexualizada, o travestismo que me é supernato também pode ter resíduo maior que só o de meus gatilhos psicológicos lá dos meus 5 anos. eis que existem correntes que pregam que a homossexualidade pode ser uma espécie de fazer vir encarnada uma ‘castidade’ (visto que o número de pares acaba mesmo se restringindo). o que pode ser uma ‘punição’ pelo ‘abuso’ do sexo nas memórias anteriores ou, por outro lado, uma forma de viver mais intensamente e com maior importância as relações sexuais que pintarem. de qualquer forma o assunto é nebuloso, pois poucos são os casos de homossexuais que não se sujeitaram em alguma época da vida a relacionamentos doentios tendo em vista tudo o que era periférico à relação (falta de disponibilidade de escolha de mais parceiros, peso da homossexualidade na família, trabalho, peso da sua ‘descoberta’ com a tal pessoa, mil etcs).
então à pág 159 o livro dá uma brecha do que o espiritismo “acha” sobre nosotros:
“- o sexo neutro ou terceiro sexo, disse ele em prosseguimento, não significa doença ou desvio, pelo contrário, em certo aspecto é progresso. para alcançar a angelitude tem o espírito humano que se libertar do conceito vulgar do sexo. como você já sabe, o anjo não é nem homem nem mulher, nem feminino nem masculino. engloba ele, na realidade, os dois sexos numa terceira forma vivente. está acima daquilo que nós denominamos comumente de espírito humano ou que já está envolto nas faixas vibratórias terrestres. para que o espírito humano faça a travessia, tem necessidade de vencer os dois sexos ou melhor as duas manifestações do sexo porque feminino e masculino são apenas expressões daquilo que se resolveu denominar sexo. essa travessia tem que se fazer através de uma forma intermediária que é o sexo neutro ou terceiro sexo.”
(!!!)

totalmente terceiro sexo, já diria caê.
noutra parte o livro fala de a gente cruzar com pessoas numa multidão e algumas nos causarem alguma coisa (que não causam às outras), e que aí mora a explicação da união/ligação além carne das pessoas.
e aí entrando na coisa da sociedade e de o que ela nos entorta (e das coisas enrustidas todas), que pra tentar ser O MÍNIMO livre o caminho é assumir as coisas que REALMENTE nos chamam a atenção. lembro de um post antiguérrimo no
megeras magérrimas em que a ticcia fala algo como “não tente chamar minha atenção”, porque o telefone do chamar a atenção só toca da gente pro outro (tipo HELLO SOCIEDADE: NÃO TENTE CHAMAR MINHA ATENÇÃO PRO QUE NÃO ME CHAMA ATENÇÃO!). tu te sente mega centrado e preparado pra guerra quando estampa no mural da cauda de pavão tudo o que gosta & quer & procura. respeito é pra quem tem, hm? (e aí o “escancaro” do que a gente É não se torna(ria) supostamente “ofensivo” pros outros).

acaso dos acasos vimos este finde o filme “
almas reencarnadas”, pra quem tá querendo se ambientar com o tema é bacaninha, além de ser japa e eu me morrer pelo meio das pernas com qualquer filme oriental.

li há um tempinho e não falei. o “cão come cão” do edward bunker tem uma passagem bem bacana:
“os pais de troy nunca freqüentaram igrejas, tampouco ele. quando criança, acreditava em deus e em jesus porque todo mundo parecia acreditar e ninguém dizia nada em contrário. mais tarde, desejara ardentemente que houvesse um deus, mas não conseguia encontrar evidência alguma que o provasse. parecia-lhe absurdo que deus houvesse criado o universo alguns bilhões de anos atrás e esperado 99,9 por cento de sua existência para colocar criaturas “à sua imagem e semelhança” em um minúsculo planeta, na rabeira de uma galáxia menor. era como se alguém fosse à praia, apanhasse um único grão de areia e dissesse: - voilà, vou pôr minha imagem nisso!”
( cão come cão - edward bunker - ed. barracuda - pág. 62 )


*
com esses papos metafísicos bombando à minha volta (sagitário & peixes agradecem!), esses dias no quitandinha com a sílvia e o carlos alberto, o carlos me pergunta se eu nunca pensei em fazer terapia de regressão. respondi pra ele que acho que regredir mais do que já tou é meio impossível (rs...).
*
ainda em reencarnação falava ontem com a rê que é bem possível que eu tenha sido noutra encarnação um senhor de engenho de cana daqueles BEEEM mauzões, que maltratavam escravos: não é possível o sofrimento & agruras que a pessoa passa com o açúcar nessa vida!! hahaha...
*
no fantástico domingo agora uma reportagem sobre o bbb britânico onde tá ocorrendo uma onda xenófoba contra a indiana que participa (uma das bródars chegou a dizer que não comia a comida que a guria fazia porque não sabia onde ela tava com a mão antes!!!). e lá na índia o povo já começou a queimar bonequinho em protesto: e vocês sabem que queimar bonequinho em passeata é o primeiro passo pra guerra, hm?
já pensou uma guerra desencadeada por um big brother? ai meu santinho orwell de aparicida, este é REALMENTE o fim dos tempos!!!!
*
ouvindo músga gauchinha, hehe. olha o resgate! olha vidas passadas/presentes/futuras! olha a faca! (haha)
ouvindo & tocando (!) músgas gaúchas e não é só porque é semana de embarrar as botas na rural por causa da
feovelha que começa agora quinta (delícia!). não é não....
ai ai ai ai, já diria a vanessa da mata... [ suspiros duplos carpados ]

20.1.07

sem néti em dois mil e séti.

realmente me perturba ficar sem net. nessa corrida de hora corrida de lan-lan house eu lá da minha abat-caverna já prevejo o horror de não poder LER tudo o que quero. e aí já adio a vinda.
outros tempos são agora, porém. outros tempos. mais meio que super trilha de corra lola corra, saca?, eu já tou que nem aquele clipe da lauryn hill que ela anda sobre um disco, fritando ovo no asfalto: segura peão.
e aquelas mileuma proposições de virar indiegente e viver de produzir arte ou algo assim que me assaltam os xizinhos na agenda do futuro, treinando já o meu gato che guevara jr pra virar um caçador exímio porque geladeira eu não sei se vai rolar nem pra mim, estas proposições vez que outra me ficam meia-bomba. (como agora, e agora coma, né?)
ah, sei lá. tantas cosas.

19.1.07

galope pé ante pé


e aí eu naquela areia agora domingo andando com as duas patas fortes, com a boca lá nas orelhas, decidi que nada tem importância maior que eu tar bem. 2007 seu vuco-vuco tenebroso, segundo as gírias do vocabulário da dona rejane, que só nesta semana torres desmoronaram sobre minha cabeça vindas de tudo que é lado. ahhhhh as caaaaartaaaaas que não me meeeentem JAMÁS!
findão de luz pra todo mundo.

17.1.07


aos 6 anos já mandaram ela pra casa duma família pra poder com o trabalho de casa pagar a comida, não se tinha como criar. foi despachada então pra casa duma dona grã-fina onde ganhou brinquedos e roupas e ai que pensou na cabecinha já naquela época totalmente impetuosa que passava fome mas que, ah se não voltava pra junto dos manos - que era muitos -!! não ia ficar na casa da véia!!.
se botou a bater canela estrada afora sem nem conhecer o caminho e contou com o resgate dos irmãos mais velhos e aquela tunda de laço que já aconteceria mesmo sem nada ter acontecido: que dirá tendo trazido a barriguinha faminta de novo pra chácara que o vô caseriava??

pegava 5 km a pé com chinelo-de-dedos toda santa manhã que deus punha no céu pra aprender o be a bá no hipólito ribeiro. não pra erudição, nunca! só pela merenda que era dada no intervalo. os noguez-ritta que se obrigaram a ocupar seu tempo aprendendo no intervalo do matar a fome.
um dia, conta, chegou de tal forma encarangada no colégio de manhã que a professora pegou o pobre bichinho e levou pra beira de um fogão a lenha pra se descongelar e deu um café. de outro jeito não dava nem pra caminhar que dirá assistir aula.

taí, santa marlene - santa pois nascida no dia de são pedro e pela maldição de ter nascido mulher e não encontrar correspondente feminino no nome do santo acabou recebendo a canonização como homenagem (ou promessa?) - noguez ritta - depois farias -, que meteu o pé na estrada cedo cuidando dos porras dos filhos dos burgos mundo afora por um prato de comida e meia coberta, que comeu muita mão em casa de gente com grana e que no último reveillon agora, à nossa mesa farta, lembrava que o único reveillon que lembra mesmo da época de solteira foi num onde ganhou dos patrões, em canoas, um radinho a pilha que se pôs a ouvir na virada enquanto pajeava as crianças deles durante o mundo em comemorações. a tal da santa marlene que nunca ficou bêbada na vida, que é doida pelo robertão e salvou a cabeça nas modinhas simplórias da jovem guarda, que correu o mundo e foi encontrar o seu par de volta à terra natal, que emprenhou de mim no auge dos seus 24 anos e que ainda conseguiu completar com tudo isso a 6ª série do primeiro grau.
filhas feitas a tal da dona santa ou dona nenê se embrenhou no mato de novo, agora com a sua própria vidinha, pra matar esse bicho de sete cabeças do colégio e matou, claro. o primeiro grau no supletivo e agora no sábado, dia 14 de janeiro de 2007, os três anos do segundo grau no meio da gurizama que estuda de noite.
eu queria ter um milionésimo da tua força, mãe. e obrigada por jogar essa força na minha cara. aquele que te fez atirou a fôrma no lixo, não tenho dúvida disso.

15.1.07

olha que eu tenho uma coleção de inenarráveis e incontáveis fins-de-semana lynchianos e jodorowskianos mas este último teria sem a menor sombra de dúvida deixado dali de bigodes em PÉ!!
bahhh, bizarrérrimo!

2007 já mostrou que é sagitário puro sangue de verdade. extremos, exageros, excessos isso só pra ficar na letra ex. em 2 semanas de ano e já tou precisando de soro na veia com urgência, caratso!!!

ontem, na ponte do império (!), acreditando na foto na batalha pra conseguir finalmente os dez milhões de milhas pro meu funai card.
e MUITA gente fervilhando nessa segunda de ressaca do finde joselitotalflex, ai..(rs.)
mas bem..... feliz, naquelas de sempre.

12.1.07

ensexta

*
eu adoro verde-oliva e bege-exército. adoro modelinhos que remetam às forças armadas. acho o máximo charuto apesar de nunca ter experimentado (+ uma coisa pra minha lista de pendências). a inveja MAIS legítima que eu tenho dos guris, sempre tive, é o poder optar por barba!! ahhh como eu queria ter um barbão ruivo e poder parecer com o jimmy do matanza, com o amarante, com o nando reis!!! ahhhh....
e eu sempre escolhia o zangief no street fighter, mas eis que.... SERÁ que ultimamente vem me assaltando a síndrome edukators (você só é revolucionário até os 30 anos)?
chávez de cadeiaz deu um canetaço pra instalar o (regime?) socialista. e o que que mais pesa na avaliação meio apavorada da gente? todos os lugares onde isso deu errado com ditadura light disfarçada de falta de democracia e isso dá aquele medo de ‘projeção’.
a igualdade de a gente que nasceu pelado de grana poder estudar, comer, pensar, viver com um mínimo de dignidade é nosso ideal-mor, mesmo que a gente nem saiba que luta por isso. e também como falou a vange leonel no
mix de natal a gente sai doido correndo atrás de necessidades inventadas e tudo mais. o capitalismo tá corrompidérrimo ao cubo e a gente sabe, mas um regime de igualdade não deveria a priori nivelar por baixo, hm? só que é isso que acontece e ter tolhida a ilusão de escolhas mínimas é uma merda: experimenta ficar um tempo comendo, por exemplo, nalgum lugar onde a comida é grátis porém tu não pode optar em mudar o cardápio! brabo, né?
de qualquer forma eu quero a morte dos cuzões neoliberais, uma coisa não tem a ver com a outra. o estado não deve ser enfraquecido não mas sim a tal da porra da reengenharia: aplicar o regime espartano da indústria privada nos mamutes obesos mórbidos estatais é que seria o ideal.
é que você sabe que de ideais... (sim, te respondo: eu já ando criando barriga sim, ihhh........)
mas bamos aguardar....

* * * * *

e pra que big brother, né verdade? cá na favela do cocrete pinto a vizinhança PRIMA pela interatividade. certeza equivalente à da morte é a de tu abrir uma janela e ter alguém sentadito por perto bisolhando o que que tá acontecendo contigo e as pessoas que tão dentro da tua casa.. e se o assunto for interessante, então aí... SAI DE BAIXO!! rs.
de qualquer forma começou o bbb e os debates quando papeio com as pessoas são acaloradíssimos e tornaram a ser obrigatórios (rs.. ninguém vê, né??). mais uma vez eu insisto na minha teoria que antes de qualquer criatura no universo abrir a boca meu tesão fica em stand by.
aquilo é teatro, minha gente. e a bem da verdade quem é que não escorrega em ficar usando a vida alheia pra criticar a si próprio?..
certeza que tendeu o que eu falei aí?

* * * * *
é que já diriam nietzsche bigodão + nelson motta + lulu santos que a vida vem em ondas, né people? a gente bem observa que relacionamento novo e big brother é tuuudo igualzinho: martelo de bife style, aquela bateção de carne full time que a gente adora (hehehehhehehehe)

* * * * *


falando em favela do cocrete pinto (que eu descobri agora domingo que chama-se vila madruga! ae seu madruga!) na minha série de estudos antropológicos e sociológicos ao redor do mundo uma questão que está-se tornando praticamente uma tese:
como é que se sabe quando é a primeira semana de cada mês em cocrete pinto mesmo sem ter calendário?
r= às 7 da noite é aquele cheirão de comida sendo feita saindo de tudo que é cafofo...
hahahaha.. depois só na primeira semana do próximo mês.

* * * * *

a pessoa aquela nossa velha conhecida, muuuuito da bagual, vai a um séquischop pra ficar por dentro (aêe! rs) das novidades. e aí ela se interessa por um certo artefato, etc:
- bah, bem legal... o que que leva, pilha ou bateria?
- duas bateriazinhas. quando acaba tu leva numa relojoaria pra trocar..
- BAAAAAAAAHHHHHH!!! MAS NÃO TEM COMO EU MESMA TROCAR?? COMO É QUE EU APAREÇO COM ESSE TRECO NO RELOJOEIRO???
então a atendente superblasé (impassividade é tudo nessa hora, minha gente!! hahahaha) instrui muito empaticamente que a pessoa desenrosque só a partezinha que vão as baterias pra mandar trocar...
hahahaha... ovelha não é pra jardim elétrico não mesmo!!

* * * * *
o seu finde vai ser ótimo? o meu nem-te-conta ameega..! =P

sinal verded


primo zeca no sinal verde, verde da cor dos teuzóio e da grama que tu come, alemoa jeca! hahaha..falando em alemão estou enfim começando a aprender alguma coisa. ich é eu (haha.. aliás PRA QUE MESMO que a gente precisa saber muita mais coisa que falar EU em todas as línguas, né??). mas assim como quando comecei a aprender inglês a coisa já não prestou muito porque minhas expressões se restringiram ao mundo tarantiano. mas agora além do áin tzvai drái fíar funf sics que eu já sabia, fútis acabou de se agregar ao meu vocabulário. é pegar fluência na prática.

11.1.07

ô boca do inferno.. hahaha

“em outro poema sabemos da vida de “uma dama que macheava outras mulheres” na bahia seiscentista e que resistia ao amor de todos os homens, sendo, ao contrário, mulher de nenhum homem e homem de todas as mulheres:
(...)
que rendidos homens queres,
que por amores te tomem?
se és mulher, não para homem,
e és homem para mulheres?
qual homem, ó Nise, inferes,
que possa, senão eu, ter
valor para te querer?
se por amor nem por arte
de nenhum deixas tomar-te,
e tomas toda a mulher.”


hahahahahhahaaahahahahahahahahahha
hahahahahahahah!!! terrível!! hahahahaha... trecho do ‘tríbades..’ (pág. 240) que relata os poemas acidíssimos do gregório de matos e guerra o famoso boca do inferno (“seus versos agressivos trouxeram-lhe muitos inimigos e problemas conjugais. sua mulher, dona maria de povos, que não escapava de seus ataques (!) poéticos (hahahaha), abandonou-o cansada de suas ironias e maldades” (HAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAH)).

e aí é que eu me pergunto: se no século xvii já houvessem inventado o ofício de técnico em vibração então a tal da Nise lá teria sem a menor sombra de dúvida sido canonizada! hahahahahahahahahahahahahahhahaha...

e também depois desse tipo de post a pessoa aquela fica ESTRANHADÍSSIMA quando ninguém quer ser visto publicamente em sua companhia antes das doze badaladas! hahahahahaha... né brinquedo nã minha gente!! =P

andando sobre vidro quebrado.

yeah, é tipo isso mermo: o sorrisão inequívoco aquele de quem tá dando, não disfarça please. e esse teu celular gineco que só dá toque, me dando toques dos mais diversos, bah eu que sempre tão sabichona da vida e sempre caio do cavalo, em...? ai ai...
e aí filmes aos pedaços & circuitos de f-1 enigmáticos & pés descalços & ai, copos quebrados, mas sabia que quando quebra um copo é um djin que a gente assassina? é, eu sei uns trecos assim, quebrar vidro é liberar tensão do ambiente, e ô tensão, e ô ambiente esse, né verdade? é, que tu faz reiki e eu feng shui, gata.
& luz-de-foto-de-câmera-de-celular-denunciando-a-manhã-no-cenário do mocó: compensando a anatomia o povo fala sem ter dó, são dois olhos dois ouvidos mas a boca é uma só e FALA, que o povo fala mesmo.
consultório sentimental dos quantos tantos me amaram bem mais e melhor que os outros vocês nossos aqueles todos de antes, despeitadas ambas - ãããrrã - mas só pra prolongar, não substituir o que, o que há de melhor do que sair da cama lanhando os pés exauridos do laço da noite inteira no vidro estilhaçado no chão pra pegar força, pegar força no café da manhã de queijo e presunto cheirando à buceta que me ficou ainda recendendo na ponta dos dedos, flashback da tua boca nas orelhas e do teu olhar de gelatina aquele, aquele de quem tá inequivocamente dando tri bem, porque é como eu te disse, já pensou se eu ou tu batemos as botas ali na esquina, que supersem graça ia ser ãn? já é.
prosa.

10.1.07

hugo de leon farias..............


ôi ié á-a...
tou lendo o tríbades galantes fanchonos militantes - homossexuais que fizeram a história do amilcar torrão filho e impressionante o subpapel da mulher na história em tudo. até na coisa de ficar em casa e esperar o macho que tem na rua seus amantes e tal. também toda essa coisa de ‘se descobrir’ tendo prazer (o clitóris como invenção da era moderna), porque na história grande parte dos relacionamentos homossexuais femininos eram tidos como ‘inofensivos’ por não propiciar o jorro de sêmen, o ‘líquido sagrado’, ahhhh!!!!

a gente propõe a nossa sexualidade todo tempo. é tudo mega explícito e por isso que eu sigo a madonna no corpo em evidência apontando no café quais eram as pessoas adeptas de práticas sadomasoquistas e as que ainda não tinham se descoberto, e tal. transpirar sexo é evidente, mesmo pra quem ainda não se percebeu. (hm..)

se eu pudesse ter lido o segundo sexo i e ii da simone de beauvoir pelos meus 14-15 anos as coisas teriam sido diferentes. em dois mil e mesmo com um delay de quase uma década, porém, abriu uma luz na minha cabeça quando li porque ela explicita lá a coisa de uma ‘sociedade de consumo’ ‘criar’ um ser como ‘mulher’. como falam lennon e yoko “a gente faz elas pintar o rosto e dançarem”. mulheres, pretos artistas. índios trançando artesanato. roceiros se afogando no deslumbre, brassileiros a dançar samba samba samba.
por isso que eu fico puta com conceito enlatado, com falta de empenho pra empatia, pra enxergar o lado do outro (isso quando o outro não tá entranhado dentro de ti e a crítica é pra tentar disfarçar maleporcamente isso, né?). por isso acho importante falar algumas coisas porque nunca ninguém me falou nada que eu não tivesse corrido atrás pra saber. e meus ouvidos tão sempre atentíssimos a quem me fala coisas que me tiram do estado de tensão permanente por ser diferente em tudo de tudo. até porque um outsider, às vezes, é tão bom pra gente olhar de fora, admirar, se espelhar, ter como ‘referencial’ e etecéteras mas não pra ter por perto, correto? fala-vos a voz outsider da(s) experiência(s) (frustadas).

8.1.07

analisando ana carolina



e depois de 999 mil audições ininterruptas do quartinho e do quartão (senhor! por que razão me moldastes com tanto exagero n’alma, me responda eu te suplicooo!!) algumas ‘pérolas’ que dona carolina sempre faz questão de parir ( que a aversão mais escroncha do universo é a “é isso aí”: TEM QUE TER imaginação pra criar uma letra daquelas).
então no quartão, na música ‘tolerância’, a segunda estrofe é assim:
“se pareço ainda estranho / se não sou do teu rebanho e ainda assim / te quero”
vixe. trilha sonora sapatã daquelas de certas pessoas joselitas que gostam de se meter a beshta com ht de vezenquando, né não.!??? e o PIOR: ainda chama a criatura de vaca por tabela!! aaaaahhhhh!!!!!!!!! imaginação & finesse é detalhe!!!!

no quartinho tem a ‘homens e mulheres’ que fala o que que ela acha legal nuns e noutros (tipo refrão ‘e eu gosto de homens e de mulheres / e você o que prefere?’) e tem um verso misteriosérrimo, ó só: “homens que guardam as datas / mulheres que não sentem medo / homens de todas as idades / mulheres até as genéricas” (!!!!!)
ã???? nossa, que mulheres genéricas são essas meu deus!!!! tu pede na farmácia: “vê por favor pra mim se tem em genérico ou similar porque mulher no original tá muito caro!”

e essa é a eternização de silvia plafff....AFF!!

reginaduarte's level em stand by

tenho andado com um medão de que as pessoas morram ou desapareçam, o pânico de ter que passar por aquela falta de quem não vai voltar nunca mais, que medo da morte é meio medo da vida também.
a gente tar andando e de repente o chão desaparecer sob nossos pés, estes revésões que nos desnorteiam pra valer. não sei lidar com perdas, mas também a perda é só uma “projeção” que a gente faz com relação ao que viveu no passado, a gente edita nosso filminho fúnebre do correr das horas de agora colando nele um sofrimento “inventado” por essas horas não tarem sendo fruídas do jeito tão legal como aquele do tal passado. um dia de cada vez, chamar pra si a responsabilidade de suportar todas as horas do agora dum modo que não pareça desperdício, poucas, poucas coisas não parecem desperdício grande de tempo na vida. pra não se pensar que se desperdiçou o tal do tempo que nos cabe nesse latifúndio improdutivo de tempos tem que constar o ingrediente ‘satisfação’ na massa.
ando com medo de estar alegre, ou a percepção da alegria. me cago de medo de ficar triste, eu fico com medo de me pegar alegre ou triste como se fosse possível controlar isso. quando vir a alegria, aproveitar. na hora da tristeza, passar. meio sem tentar racionalizar nada, um stop nas molas da cabeça da gente que não deixam o tempo sossegar um pouco dentro do instante de agora nessa pulação passado-futuro. deletar o pesar por coisas prazerosas que aconteceram e não vão acontecer mais - apesar de nada acontecer “mais”, tudo sempre é diferente - e a falta de perspectiva, que nesse bung jump de frita miolo a gente se exaure mole mole. eu ainda me pego pensando na frase da paixão segundo gh “ando com medo de estar sem medo”, acho que medo e dor são de alguma maneira nossos apara-quedas, tem é que saber usar com parcimônia mesmo como eu pensei numa propaganda hoje, daquela história que a diferença entre o veneno e o remédio é o tamanho da dose.

6.1.07

podcast novo!

diretamente dos cipós do reino da bagualândia, dos recônditos mais insuspeitos os grunhos do capitão caverna ainda estertorando na net..
ai, eu fico MUITAOZÃO braba em ficar sem net.. putz...

vamo que vamo.
podcast conforme prometido, o primeiro de 2007, com o auxílio luxuoso de nova schin, red bull, vinho, orloff, o que que eu tava falando mermo? ah é! o podcast gravado com uma entrevista e grande presença da rejane porto, comunicadora da rádio clube de pinheiro, 91.5 meigarrertz, ficou muito foda!!
no episódio, pra dar um bico na bola do 07, give me love & a menina dança, eu comi a madonna do novo da carolésbica & mart'nália e ainda jackson five.

baixa o mp3 acuí ou clica lá no sopé do blogue!
uma hora de sastifação por 28MB só tio!

4.1.07

só com cursos.

agora no bom dia brasil uma matéria sobre os concursos de 2007, vai abrir um monte de vaga do que foi trancado no ano passado por causa de copa e eleições, etc. concurso sempre me dá a sensação de grilhão, tu ser lotado na repartição x o que impede o champanhe no casco do nautilus que nunca vai acontecer mesmo, que sempre teve só em planos. sempre vem aquela música do raul seixas eu calço é 37 e o meu pai me dá 36. concurso tem a possibilidade da pecha da autofalha também, afinal não é um rh cuzão que vai te avaliar em cima do teu quem indica a tua capacidade pra comer merda com a boca arreganhada em prol do teu patrão.
prover - v. (...) 4. munir-se, abastecer-se.
a fábrica de gente parindo gente pra virar macho provedor pauzudo, tipo eu me sustento pelas minhas próprias batatas das pernas e aí provo que sou um bicho digno de tar no meio da colônia de formiga. o merecimento da minha existência medido em joules, em quilograma força por centímetro quadrado. essa escala de grana que carneia todos os pedaços úteis e fúteis da gente, da gente da fábrica de gente cuja missão é esfregar na fuça alheia que nosso tripé não se treme por nada desse mundo.
o taj mahal é uma prova de amor do príncipe charge han pra princesa iomara (é, aqueles que vcs sabem quem é). o peão lá que virava a laje do taj talvez amasse, tudo depende dum sentido pra vida, não é.
eu lembro dum poema meu que eu só leio biografia de quem é diferente de ti. lembro do marx matando os filhos de fome pelo ideal, lembro do ferréz na trip falando da geladeira vazia. e o estupro comendo e a buceta convertendo bufo de cansaço do peso que tá lhe corcoveando em cima em gozadas que nunca nem sentiu mesmo.


foto do último dia antes do trabáio dumau começá a fumegá pro meu lado. sexta-feira no ginásio o sorteio do natal da sorte e dando minha bandinha bloco do eu sozinho de praxe, encontro povo andréia, joyce & rian, marcelo, miço e quetais, fiquei ½ emocionada na apresentação da foto ali. essas apresentações de dança de criança sempre tendem a ser chatíssimas e realmente são, o que me emocionou foi que na minha época de colégio só quem se apresentava eram as guriazinhas brancas que estudavam jazz e balé. pinheiro foi e é minha melhor escola de alcachofra de casta podre. nunca uma guria negra se apresentando antes. bem massa.
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acho que é uma cultura. todo mundo troca de face do doutor lao como quem troca de calcinha. o compartimento de ser euforicamente eufórico é guardado só pras horas da 1 às 5 no fim-de-semana, fora disso não. todo mundo se “guarda”. ah, chatice. de tudo de péssimo que rolou em são leopoldo pelo menos umas coisas se salvaram, como a biblioteca a uma quadra da pensão e o povo de lá que, todos nós totalmente pés-de-chinelo e com empregos fudidos, ao final de cada tarde pegávamos os violões e saíamos cantando até que a solange desse um escarraço lá de cima da escada pra dizer que o padre (sim, a pensão era do lado de uma igreja e alguns hinos até acabei puxando pra treinar ouvido) tava com sono (morávamos todos em cima do padre..rs.).
hoje é a cultura tupperware de todo mundo se isolar. meu pai, vó nena encarnada total, quando eu agradeci a ele o help na mudança porque tem pais que não tão nem aí, ou tem amigos que não tão nem aí, aliás ninguém tá nem aí pra ninguém mesmo, mas quando eu fui agradecer pelo apoio no rebuliço me largou essa “quem não vive pra servir não serve pra viver”. sem deixar montar em cima, claro, porque o troço é sempre uma gangorra.
mas aí eu entendo perfeitamente a internet ser o último gole no deserto seja no lugar que for. centro de valorização da vida supercapenga porém super à-mão. relacionamento inter-pessoal é impossível de estudar porque pessoas não tem. queria não ter que dar razão pro amyr klink, queria mesmo. sagitariano é megagregário, só que eu tou ficando velha e já não anda tão mole levantar de rasteira como antigamente.
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tenho um sapo no vaso, tinha. porque acho que alguém caçou o maldito cujo e enterrou no meu pátio, arre!. reveillon com um siso aparecido me proporcionando um bombardeio antibiótico (daqui a pouco essas porras nem fazem efeito mais, tanto que eu tenho tomado pra tudo), mais antiinflamatório, boca phopha, íngua na goela, olelê. resistência nível zero. mas já perdi TANTA coisa nessa vida que duas três festas tão a quilômetros-luz de figurarem na minha lista de maiores frustrações. como diz a mana me carcaram um ‘olho-de-seca-pimenteira’ bonito. bem, que volte decuplicado de onde veio então, até porque eu nunca desejo mal pra ninguém.

o livro de manuel

“(...) que o esquecimento e a memória são glândulas tão endócrinas como a hipófise e a tireóide, reguladoras libidinais que decretam vastas zonas crepusculares e arestas brilhantíssimas para que a vida de todos os dias não arrebente muito a crista.”
(p. 252)

“ai ai ai, disse lonstein, quanta coisa sabida, tchê. de acordo, aceitou aquele de quem lhe falei, por isso eu calo a boca o máximo possível, além do que não estou nada qualificado para falar cientificamente de nossas carências, insolvências e arqui-suficiências, não sou nem sequer um louco oracular como wilhelm reich ou um precursor do cacete como sade o josé martí, perdoe-me a aproximação que inevitavelmente soa desrespeitosa; não sou nada disso e então me calo mas continuo enchendo minhas fichinhas, a caneta me cai da mão, torno a levantá-la, se ruborizam estas bochechas peludas porque me custa falar do dedo no cu, cada vez me dá a impressão de que estou enfiando a pata e não o dedo, se me perdoa o despropósito, que no fundo está mal o que faço e que por exemplo a libido não é tão importante para o nosso destino, etcétera; mas recolho a caneta, tiro a penugem, continuo escrevendo e me dá nojo, tenho que sair para tomar uma ducha, me sinto como uma lesma ou como quando você escorrega em um monte de merda e ela fica colada no casaco, gostaria de ser qualquer outra coisa, cobrador de impostos ou trabalhar em uma loja de ferragens, tenho uma inveja tremenda dos romancistas puros ou dos teóricos marxistas ou dos poetas de temário escolhido, inclusive dos erotólogos aprovados pelo establishment, dos que têm sinal verde como o velho miller ou o velho genet, esses que deram seu empurrão e ganharam a porta da rua e já ninguém pode frear embora os proíbam em um monte de países, sinto-me tão pampiano, tão profundamente criollo com meu mate às quatro e minha literatura cheia de palavrões e de casais na cama entre parênteses, sempre por cima ou por baixo da assunção final de outra visão do homem, sem contar o que já disse antes, o medo de errar, de que na realidade pode ser que a revolução se faça sem essa idéia que eu tenho do homem.”
(p. 255 - 257)
O LIVRO DE MANUEL - Júlio Cortázar - 1973.

ih, eu prefiro tu, tio!

2.1.07

plantão.

pra quem não ouviu agora fodeu-se...
bate-papo desta podcaster bissexta que vos bloga na rádio clube de pm, 91.5, com a rejane porto, porque eu a convidei pruma entrevista lá na contratodos.
mas deixei a dercy gonçalves que mora dentro de mim bem mocozada (rs..), afinal de contas programa ao vivo não tem "pi", piri piri pi pi.
bem legal. thanks rejane pelo espêice, lá no podcast a gente vai poder soltar o vocabulário peão de obra à vontade...rs.....
também foda-se.
e eu que ocupei meus 30 com música e filme e livro porque não tinha com quem conversar agora mesmo depois que sei lá. e tipo tou meio que como ameaça insuportável nuclear que eu caguei. eu sou muito direta, até demais. se eu quiser te comer eu vou te dizer isso claramente, é supersimples. super duper.
eu tipo isolada em criogênio pra não vazar. a vida do teu vírus desde o fim até o começo, amor meu grande amor. saco.
quero ver é ter peito, aí. ter peito como EU tenho pra levar os trecos sem máscara nem trigésima intenção nenhuma escondida na manga, pra jogar na limpeza. que eu tenho peito pra caralho, caralho.
minha irmã fala, p.ex. que uma amiga dela não quer me conhecer porque eu vou chamar ela de fútil, acho que porque ela lê o que eu escrevo.
ok pra todo mundo que tem medo de mim, medo. o dia que a merda alquímica que me envolve se transformar em ouro ou sei-lá-o-quê ante o olho abobalhado dos outros vai ser bastante tarde.

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meio datado o método de execução do saddam. só faltavam queimar numa fogueira.
eu teria + imaginação. ou mandava ele pra etiópia morrer de fome ou de sede, ou arrancava um membro e mandava pro corredor dum hps, essas coisas.
aí dividia o karma de uma execução por seis bilhões de avos.
mas pensando bem é melhor isolar o vírus da culpa nalguns outros.
aliás a guria lá não sabe que eu sim sou fútil. enquanto escrevo merda e me agonio com minhas não-relações inter-pessoais devia estar é em missão por moçambique.

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recapitulando: tu tem medo do que tem meu dentro de ti.
mais pânico de um dedo meu na buceta alheia que num gatilho. ô mundo do caralho.

1.1.07

gonsales...

hahahahaha....
putz, o pior de ficar sem net é não poder fazer o tour pelas tirinhas, que merda.
pinheiro é provinciano até na distribuição de banda larga: só quem tem é quem comprou micro quando era caro. tranquei minha bunda larga lá no pai e não consegui transferir pro micro da mana. o jeito é filar a 46kb dela no fim-de-semana, até porque nem aquele plano de vinte e poucos reais e linha desimpedida tá disponível pra cá, é foda, né? tipo "quarentena perigosa de acesso aos interioranos"? tssss... venenosa / erva venenosa.. ok, contenho-me (rs..). até porque o mal é o que sai da boca do homem né? rs.
mas além da falta dos meus donwzinhos que tanto expandiram minha mente e hd no 2005/06, também a visita do fôlego novo da literatura com os benditos-cujos blogues dos caríssimos blogos feras lincados aí do lado, sinto faltão.
c'est la vie. eu ando na merda num monte de aspectos e leio isso no olhar de condolência duns. azar, né..? meu, não.

vem chegando o verão...

da série quatorze quintilhões de mil motivos para detestar o verão.
* 15 dias sem beber pra fazer um tratamento de acne
que é causada por que? por bloqueador solar.
arre. céus, vida, azar.
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a vó lúcia é uma das pessoas mais astronautas que eu conheço. ela tá sempre 'ligada' nos assuntos e nunca deixa de emitir os seus pitacos. meio como uma certa neta sem-noção que eu não vou contar quem é.
diálogo ocorrido ontem, lá:
[ mãe - dindo mário - vó lúcia ]
dindo: - e não é que enforcaram o saddam??
mãe: - ihh, já foi tarde
[ vó pensando: se a marlena tá dizendo é que não presta mesmo ]
vó: - ah, poisé. não é aquele que incendiou os ônibus???
dindo: - não. ele nem era daqui, era lá dos estadosunidos!
hahaha.. poisé.. trapo family na versão original sem cortes. sou eu maculelê sou EU! :)
lendo o último lpm do kerouac, ouvindo a millenium do belchior. tenho andado putíssima e amarguésima e com zero de concessão. parece patético, eu rio quando eu leio o que escrevo. esquema brabinha que não engana ninguém, o putíssima e amarguésima e zero de concessão pesam infinitamente mais no papel do que na vida real, real entendendo-se o árduo trato com ASOUTRASPESSOAS, porque enquanto com ASOUTRASPESSOAS, com ASOUTRASPESSOAS, etc.
esforço sobre-humano.
o caso é essa sina fakers. ok, eu que sempre não-tive uma vida e que achava o máximo a dos escritores. tudo o que os putos resolviam descrever como excepcional, desde a narração em off de um peido. como se o peido dimensionado no papel tomasse o corpo que eu preciso pra entender o que é um peido do escritor fulano-de-tal. todas existências prosaicas, todos eles que nem nós, a se debater & resfolegar pra conseguir jogar todos os 90 e a maioria nunca conseguindo, mas a minha vida de merda é isso a deles, talequal. o que depende é o timbre do escritor, ou a sofisticação do nervo ótico que consegue desdobrar a realidade aquela de merda dele também em uma coisa narrável. e aí mágica. e aí vendável. e não tou falando de grana, tou falando de autopromoção, de marketing pessoal. “eu como escritor vendo a persona dos meus textos e quem me cair na rede tá me nutrindo”.
não. mas não é pra escritor ego - apesar de que... - o buraco é que ser fã de livros e de canções porque livros e canções são genialmente mais incríveis que a - minha - realidade, isso é que é muito ridículo.

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eu não tenho razão nenhuma de reclamar do verão mesmo. exemplo 1: ter que estar com a bunda retamada de hipoglós por causa das assaduras da bicicleta, + calor, + roça de costura de calcinha.
então traseira arregaçada na frente do espelho pra retamar a bunda seca com a graxa branca. já chupei bundas com cracas que até pasolini duvidaria mas a minha hoje tá concorrendo ali-ali. deve existir algum creme clareador pra ajeitar, enfim.
sinusite somatizada do caralho em época de ‘festas’ e um monte de paracetamol, tou hoje de camiseta e a bunda seca pelada retamada de hipoglós sentada no vaso e me cai um treco nas costas. tipo alucinação de paracetamol, é só comigo mesmo.
é que tem um sapo que volta e meia aparece dentro do meu vaso. dois-três pulões desengonçados e fugi do banheiro com merda a meia perna, mas o sapo não tava dentro do vaso, nem fora - que eu achasse. certo medo, porque criatura criada em vaso de bulímico é praticamente conviva à mesa.

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a propósito, estartar o ano a bordo de um cortázar é SEMPRE um prazer. “o livro de manuel” (“manué-el, o maior homem do mundo / homem sábio e profundo / semeou conhecimento”, taligadobích?).
“eu escrevo e o leitor lê, isto é, supõe-se que eu escreva e estenda a ponte a um nível legível. e se não sou legível, velho, se não há leitor, ergo não há ponte? porque uma ponte, mesmo que se tenha o desejo de estendê-la e mesmo que toda a obra seja uma ponte para alguma coisa e a partir de alguma coisa, não é realmente uma ponte enquanto os homens não a atravessarem. uma ponte é um homem atravessando uma ponte, tchê.”
o livro de manuel - júlio cortázar - p. 26
lembram? adriana calcanhotto, musicando mário de-sá carneiro, autor de a confissão de lúcio, libelo de amor maschio no séc XIX bem lindo de doer e de morrer, dvd ‘público’, “pilar da ponte de tédio que vai de mim para o outro”.
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caio f., no pequenas epifanias, ainda:
“só que os escritores são seres muito cruéis, estão sempre matando a vida à procura de histórias. você me ama pelo que me mata. e se apunhalo é porque é para você, para você que escrevo - e não entende nada. (o estado de s. paulo, 22/4/1987)”
pequenas epifanias - pág 66

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o nível de abstração daquelas donas que lêem borra de café me deixa de boca aberta. tava na mana e uma tiazona lá viu no fundo da caneca um avião caindo, viu a renata bañara fazendo sucesso nas passarelas (ai imprecisão do café descafeinado, né não? nem modelo de passarela ela nunca foi!), incrível.
chegamos à conclusão, eu e a mana, que deve ser simplesmente INSUPORTÁVEL pra criatura encarar uma tevê, p. ex. porque deve lhe assaltar a retina uma enormidade de informação que ESTOURARIA OS FUSÍVEIS da cabeça da pobre.
abstração idem minha mãe com a caturrita dela, a lili.
a lili toma banho, numa panelinha d’água, mas ninguém pode ver. segundo a brilhante conclusão da mãe é pra que ninguém a veja pelada (!). o caso é que a bicha fala “pôpábú”, gritando, e meio seguindo a interpretação daquelas inflexões japas ou cantonesas, minha mãe “sabe” que ela fala “to brabo” “qué café” e “gabriel”. eu me impressiono.
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tava na cama esses dias com o chezinho bafentinho ronronando pra mim e não mais que de repente o bicho abre a bocarrazinha, meio que diabo, e emite um trinado de bruxa véia, saca? tipo um ‘trrrrróóóóóóórrrrr’. pensei que tava vomitando, passando mal, sei lá.
nada. o che crê piamente que aquela carinha de morcego endiabrado dele e o tróóóóó hipnotizam mosca? não, é inédito. é ver uma mosca (e já presenciei o episódio + de uma vez) ele aciona o kit gremlins.
tantos tantos bichos na minha volta. e esse encontro com a (minha) natureza.
odeio quem fala “atitude humana”. humano tá over. mais over que se sentir humano só o biquini cavadão.
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aliás, ontem no ‘show da virada’ eu me senti biquini cavadão total. superpassada, desde o nome ao figurino, ao repertório, às dancinhas. eu passei, não dou mais pra seguir ritmo de ninguém. ai, sei lá, saco. quando penso nisso vou mascar o reveillon do ano passado quando eu ainda tomava banho sentada e andava de muleta, aí passa um pouco. qualquer detalhe tá muito potente por cá, e eu sei que eu tou na merda braba agora, tudo é fase, penso.
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falando em show da virada, quem viu o olho do mc marcinho? puta olho triste pra caralho, meu deus. caralho. dá um tratado gigantesco aquele olho impassível bradando glamourosa, rainha do funk / poderosa, olhar de diamante.
olhar de diamante.
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titãs. eu tou na fase de respeitar o passado. o titãs é soberano da - minha - história. mesmo que teja totalmente mauricinho (adoro o miklos de noz glam, pelo menos alguém) eu respeito, em respeito a todos os shows dos 80’s que eu não pude ver. eu amo titãs.