TWITTER CONTRATODOS

30.4.07

no céu, no mar, na terra!

Aê! justo agora que eu comecei a ler "Chatô, o rei do brasil", recebo embevecida (& aparvalhada & só basbaque) uma fota do caríssimo mário lúcio ribeiro, lááááááá das bandas de vitória-es que eu não conheço ainda, invocando e recebendo na sua workstation as vibrações cyberemanadas destas plagas longiiinhas de pinheiro machado-rs, o podcast da CONTRATODOS RADIO.!


muita emoção nesta hora!


valeu pela audiência e contribuições de sempre mário! como diz a músga "cantinho" do último da ana carolina, "grana eu não tenho não / mas eu me divirto".


bjão!


25.4.07

enquanto fróide explica as coisa o diabo fica dando os toque

e a publicidade de cerveja (será que ela domina o mercado por ser o único modificador de percepção que é permitido vender em horário comercial?? seráááá, meeesmooo????), tão querendo proibir...


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eu sou o pastor publicitário e eu vou te convencer que te faltam MILHÕES de coisas para que tu te sintas feliz & completo.
TE falta, ÉS infeliz, e EU estou te oferecendo agora algo, irmão, que te proporcionará a COMUNHÃO com essa FELICIDADE.
e tu comprá-la-á, regozijantemente, de mim, com o suor do teu trabalho, o trabalho árduo no qual trocas as horas que a ti foram destinadas nesta existência por DINHEIRO.

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fui a última a apresentar as considerações sobre a pesquisa da semana passada na biblioteca e além de perceber (tarde) que a pesquisa não era sobre kant porra nenhuma mas sim sobre descartes ainda “apimentei” a discussão outrora seriíssima com os detalhes pessoais do filósofo.
sempre a milhas e milhas do que é considerado oficialmente sério.
ma pleasure, denise ritta a seu dispor!

porém isto abriu uma discussão na aula de como seria a vida dos cabeções pensantes tempos afora. esses dias comentava na aula com meu grupo sobre o caso do físico kepler (johannes kepler - 1571-1630) o livro do marcelo gleiser ‘
a dança do universo’. o cara foi megarevolucionario dos conceitos da física, perseguido pela igreja católica (eia: quem não ainda, atire a primeira pedra!) porém tomou apenas e unicamente um banho só na vida inteira.
segundo gleiser, kepler casou-se aos 26 anos (“cedendo à constante pressão de seus amigos”) com a filha de um comerciante que aos 22 anos já tinha sido viúva 2 vezes, e sobre ela kepler falava “sua mente era limitada, e seu corpo, obeso; seu semblante era estúpido, deprimido, solitário e melancólico”.

“em defesa de frau barbara, imagino que kepler não devia ser uma pessoa muito agradável de se conviver, ou por quem fosse fácil sentir atração física. fora suas horrendas feridas e vermes nos dedos, parece que ele tomou apenas um banho em toda sua vida. e, mesmo assim, ele reclamou que o banho o deixou doente por dias”, fala gleiser. (pág. 119).

tá, e me pergunta o que foi mesmo que o kepler revolucionou? não faço a menor. eu consultei no livro agora pra transcrever aqui, mas pro pessoal em aula eu falei que tinha um físico cabeção que tinha tomado só um banho na vida inteira e foi isso que me marcou.

e isso só pelo fato de eu ter quedas vertiginosas pela alienação? não sei. eu sei que quando o banho que me é uma coisa ranqueada dentro das obrigações de ser civilizado que (me fizeram ser) sou é subvertido por alguém que realmente modificou o mundo de alguma forma, então isso me chama a atenção.
enquanto eu sei que kant tinha problemas amorosos terríveis, ou que einstein se dava mal pra caralho na matemática engessada da escola, neste momento eu desmistifico UM MONTE os gênios e passo a ser mais generosa comigo mesma.
porque nós, os civilizadérrimos, poros escovados e esfoliados, pêlos raspados ou aparados geometricamente dependendo do lugar do corpo, cascos cortados e torsos flácidos dentro de nossos penhoares de seda varamos madrugada adentro nas nossas tevês, fazendo samba & amor e auto-anestesiando-nos com nossa cervejinha porque afinal ninguém é de ferro conseguimos com isto a façanha de, em comunhão com o “AGRADÁVEL”, mudar em nós pouca coisa mais que uma roupa recém comprada, ou a rigidez da coxa na academia ou um que outro parceiro de sexo ao decorrer de toda a vida. [e morrer com a boca arreganhada, chEia de dentes todos devidamente pagos, alvíssimos e parelhíssimos].

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ainda em propaganda, em são paulo, aquela campeã de botões-liga em todos os aparelhos receptores do nosso imenso brasil-sil-sil, aquela que invadindo nossa tevê literalmente aberta em todos os recônditos do país deixa-nos a par de como é o cotidiano no hipotético mundo civilizado, foi proibida a colocação de placas nas ruas visando a despoluição visual.
eu, cá de meu mocho de pau assentado sobre a lajota fixada em terras a mil milhas do acontecido, nuns minutos pré-séstia após o almoço, durante o jornal hoje, penso em concordar com a atitude do prefeito de terras tão longínquas: EXTIRPAR do redor das pessoas a OFERTA de coisas faz com que elas o quê?
AHAM, EXATAMENTE!: faz com que elas NÃO DESEJEM aquilo, queridos.
então, em são paulo agora, pelo menos na rua vc será PRESERVADO de DESEJAR as coisas goela seca abaixo, bela iniciativa.

o mesmo (a anulação da nossa capacidade de desejar) que ocorreria com a soldagem do botão de tevês no botão “desliga”, só que isto é empresa por demais impossível de resolver, tá eu sei. o demônio dos desejos sempre acha uma brecha pra ser invocado,

desliguei(?) a tevê e fui ligar a minha sucursal do mundo exterior nas terras de morfeu, minha ilha de edição do subconsciente, na séstia de alguns minutos pós-almoço,
numa cidade muito longe, muito longe daqui, que tem problemas que (não) parecem os problemas daqui....


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professora explicando o conceito de bondade:
“- por exemplo: não adianta eu, que super religiosa e tal, ir na missa todo SANTO domingo e chegar em casa e maltratar minha empregada”

concordo, ssôra. não é porque és um ser abençoado que dispõe de grana para pagar para que alguém faça um serviço pra ti que deverás maltratar teu irmão pobre.
a bondade no universo sofre exatamente esta tensão: sêde bondoso com aqueles que estão sob teus sagrados cascos! (já diria naomi).


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rola uma implicância de certo professor(a) com o uso de bonés por guris nas aulas.
então pergunta EM QUAL AULA que eu, vaginada de certidão de nascimento escalavrada em cartório já há 3 décadas, vou de... BONÉ?
bingo, né.?

ontem à hora do intervalo, após ter ido no banheiro trocar meu o.b. super (e as aparências SEEEMPRE enganando a audiência, ai ai...), ao voltar pra sala de aula topei-me com o professor(a) que implica com o boné.
e eu, no meu melhor casual tuesday bofe style school de boné (detalhe: do banrisul, não ao neoliberalismo (tão querendo privatizar, papo pra outra hora)), calça díns clara e fundilhuda, minha penalty society e moletom preto (ou o famoso "quero te pegar no colo te deitar no solo e te fazer mulher"), ao passar por ele(a) percebi (AAAAHH!! EU VI, EU VI!) o scanner geral e completo decimabaixo em minha pessoa e o risinho sardônico da criatura cuja metodologia de ensino é do tempo em que OS GURIS não usavam boné em aula..!....
quase bati, na cruzada, com a cabeça no balão concretíssimo que fervia da cabeça dele(a) com a inscrição “TRAVECOOO, NA FACOOOS!”.


ugh. mas sprinkler-me só a 270° da vulva, plís.

24.4.07

será?

penso, logo, existo.
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(ahh, este cybermunda que me dá tanta cosquinha na língua sometimes....)
(tem mais pra escrever, mas o preço da internê subiu inacreditáveis 160% da semana passada pra cá (de 1,50R$/h para 2,50R$/h, absurdo!!)
então...

confirmações orkutísticas



e as de mentira não podem criar comunidade?? afe!!
criei uma comuna "carreiristas do linha direta", todos tão convidados.
porque se um dia eu vir a me formar meu objetivo é trabalhar ou no linha direta, ou no pânico na tv ou no big brother (sem ironias).
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- quando eu me formar eu quero ir pro linha direta.
- que bom, espero que não como procurada!
(minha diletíssima irmã psycat sista. o apoio que vem da família é que leva a gente pra frente)
por que que os relacionamentos que dão certo são os que repetem o padrão da casa da gente? mesmo que o padrão da casa seja uma bosta? é que a gente é acomodado, e não tem muito saco pra “testar” um outro tipo de situação que não a que se está habituado desde pequeno.
por isso, talvez, que os relacionamentos que se sustentam por tempos maiores são aqueles nos quais a gente pode ser casado ou com o pai ou com a mãe da gente.
(e isso significa que blá blá blá blá....)
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assim como música. eu ouço música profissionalmente, sou faminta por novidade, por organizar virginiana e compulsivamente nas minhas prateleiras mentais o maior número de registros de determinado artista, então pra mim é muito usual parar para ouvir álbuns novos. mas como falávamos no podcast, rádio popular é foda. porque rádio é companhia, e no momento que vc ouve uma música que é conhecida e que dá para cantarolar, naquele momento então vc sente que existe ALGO no universo em comum contigo. poucos dos que cruzam o cotidiano todo caótico gostam de ser “provocados” por algum som que não conheça. (no fim é mais ou menos como toda a grade de programação da tevê e rádio: nada “instiga” a audiência ao novo)

já que a vida não oferece segurança nenhuma, que pelo menos a trilha sonora por mais medíocre que soe seja conhecida, né?

PODCAST 140

São Jorge, mulherada revoltada, e otras cositas más.
participação da rejane porto da clube fm.

GOSTOSA - jorge ben (do álbum homo sapiens)
CONVITE PARA A VIDA - seu jorge (trilha cidade de deus)
NEGA MARRENTA (1.100) - ana carolina (álbum quartão - dois quartos)
ME PEGA & REQUEBRA - só gurias (álbum a ser lançado)
TUDO OU NADA - groove james (álbum 001)
NILA BRANCO - diversão
MART'NÁLIA - cabide (álbum menino do rio)

uma hora e vinte e pouco de papo e música,
38 meguinhas só!

ouve AQUI ou baixa AQUI.

escola de paparazzos

solte uma câmera na mão de seu sobrinho de 8 anos e espere o resultado.


20.4.07

(...)

sai da esteira, pega uma taça de vinho, abre a geladeira velha, com a borracha frouxa e que lhe anda dando dor de cabeça na conta de luz, serve suco de uva, gelado, até a borda da taça (não tem mais copo adequado porque todos quebraram de alguma forma em alguma época (espíritos, dizem) e anda enjoada de beber nos copos plásticos), vai pro computador.

de noite, ou de tarde, ou na hora em que apagou depois de chegar exausta da academia porque DECIDIU-SE a movimentar a própria vida, a começar por deixar de abandonar-se aos calmantes todos que a fazem ficar com a cara inchada como que picada por abelha e a memória péssima e o olhar bovino e também a meter cinco quilos a mais de anilha em cada aparelho da academia pra poder fechar os olhos por alguns segundos em público em sofrimento com a conivência e a permissão alheia, então de tarde (foi) pós-academia com +5kg/aparelho, sonhou que era colega de aula da cláudia rodrigues e que ela apresentou em classe um trabalho com uma das vozes de seus personagens e ela achara que, na hora, no sonho, fosse uma brincadeira, porém começou a atinar-se se na verdade não se tratava de uma porrada de luva de boxe de pelica de profissionalismo nas suas fuças patéticas, e bem..

acordou da tarde, e foi pra esteira, e pegou suco de uva num copo de vinho, e foi pro computador, e ficou resgatando o dia anterior onde teve a apresentação dum maldito trabalho que talvez fosse a correspondência da faxina mental com ajuda da cláudia rodrigues e ficou lembrando que no trabalho, em frente ao quadro branco em frente ao público, não tinha a menor idéia de onde pingentar as mãos, as mãos que naquela hora de silêncio e observação alheia lhe pareciam apêndices gigantescos (alicates de siri), não tinha a menor idéia, na hora, de solucionar o O-QUE-FAZER-COM-AS-MÃOS meio como quando pede de vez em quando para que lhe batam uma siririca só pra que ela fique observando mas logo muitíssimo em seguida acaba emputecida por não saber onde pousar as grosseiras mãos durante, e ainda...

ainda o inchaço por todo o cinza da falta de sono, pelo vermelho do banco, o âmbar do úisque, o amarelo da cerveja, o amarelo da gordura da comida toda errada, e a não-sintonia com a juventude de propaganda de revista da mtv na platéia, os olhos vermelhos e a cara inchada vermelha e a falta de ar do calor e as mãos exiladas temporariamente pras costas e um naco de cutícula do dedão da mão direita que se espigara justo no meio da apresentação incomodando mas um crime hediondo em primeiríssimo grau seria levá-lo à boca justo ali no zênite do holofote daquela arena repleta de polegares por nada cedendo da horizontalidade tão insegura e precária à força da gravidade, ribombava-lhe à retina darwin em proteção de tela transparente frente àquela gente toda, darwin que dizia...

que sobrevivem SÓ os mais fortes (caralho.)

, e que ela inchada por todo o calmante, e o sono mal-dormido, e o uísque com gordura e com cerveja, e todos os anos a mais que todos presentes pensou que aquele instante, como muitos outros inacreditáveis pelos quais passara (como naquela vez em que só notara que o negão não tinha os quatro dentes da frente depois que sentiu alguma resposta faltando à sua língua no meio do empenho do beijo embalado por roxette num baile de beira de estrada do qual voltou toda vomitada pra dentro do ônibus e da viagem de hora e tanto às cinco, seis da matina de uns anos atrás, como lembrava dia desses), mas que de nada lhe serviam naquela hora, talvez também esse, no futuro,





[ contratodos prosa ]

17.4.07

a gente somos inútil & sexo: homenagem ao ultraje numa terça-feira à noite

faz tempo que não escrevo on, conectada & PAGANDO. sem parar pra pegar uma maçã ou qualquer coisa pra comer no conforto da minha casa desconectada.
o pior de perder a van não é vê-la saindo a três segundos teus de caminhada (o que os olhos não vêem...).
então no cyber de 1,50 a hora, já tendo devidamente me estressado com umas coisas pequenas (eles passarão, eu... bem, eu estarei autografando meu best seller, a transcrição do roteiro de meu megaoscarizado e superhype filme mundialmente conhecido juntamente à recepção do meu casamento gay famosérrimo e marco histórico num dos MEUS castelos da riviera francesa e não vou contratar esses passarinhos do inferno nem de peão pra fazer os convites, TÁ?? pf. ah, sim: e todos com problemas incríveis para atingir um míserosinho orgasmo, hahaha (risada maléfica))
mas voltando.
nem tanto, falando de orgasmo.
eu tava na aula de filosofia que por milagre hoje não foi uma marreta na minha cabeça (será que foi por causa da acupuntura MASTER GERAL que o fábio me deu hoje porque eu tava toda errada? ou será que foi por causa de que na TERAPIA a rosane me puxou bem as orelhas quanto à desmotivação geral e completa pra sair da cama? ou foi o RITMONEURAN?). bom, mas a aula hoje foi um pouco menos insuportável (parece um HÍMEN na minha cabeça: lost in translation total, eu não entendo nada o que a professora fala) porque foi na biblioteca. onde, na biblioteca, havia uma pesquisa sobre as correntes (correntes?) da filosofia e tínhamos que pesquisar sobre o RACIONALISMO de descartes, em contraponto ao EMPIRISMO e tal.
e QUAL dos livros cai na mão de denisinha, no universo todo de filosofia da biblioteca? um que estudava a crítica da razão pura do kant pela BIOGRAFIA dele, é mole? o destino GRITA aos meus ouvidos, é impressionante.
e o que que eu descubro no livrão de 1956 sobre emmanuel kant? que a criatura tinha uma mãe muito doida, seguidora de uma seita & super(proto)hippie já e que esse ambiente "metafísico" foi que traumatizou o pobre do kantinho que se voltou TOTALMENTE contra isso na idade adulta, dá pra acreditar?
e que, como falei esses tempos do kafka aqui (e nietszche acolá), kant MÓRREU celibatário. teve uma pretendente mais por filosofar demais no approach das carne acabou perdendo prum mais ligeiro que ele (boi manso bebe água suja......). tal como kafka ele abominava o convívio com os outros.
o que que poderia ter acontecido no nosso grupo? a discussão já ficou animadíssima tendo em vista estes dados pitorescos e pessoais de nosso filósofo estudado. as gurias começaram a falar que esse povo filósofo tudo é louco e chegamos a uma conclusão comum: viver a vida misantrôpegamente e ser genial serve unicamente para o sustento das instituições de ensino tempos afora, não é verdade?
aliás, um parêntese pro grupo. meu grupo é o do ser diferente é normal. hoje, por exemplo, a pessoa nada fashion cá está de bombatchas e all star (pra deixar BEM à vontade o barrigão de páscoa que ATÉ AGORA não sofreu retração, afe!) e no melhor sapatão brega style me reúno com as meninas que, das quatro, três fazem parte da igreja batista. e das três que fazem parte, uma é mãe de dois filhos sendo que tem uma filha com 15. das quatro, três têm até 20 anos sendo que a que não pertence à igreja batista tem 17 anos (isto mesmo: exatos DOZE anos mais nova que yo).
e o que eu quero dizer com isso? que é impressionante como os grupos se formam por afinidades. com nenhuma(s) de nós todas tentando convencer que o nosso modo de vida é melhor ou pior que o da outra, o substrato é só REALMENTE a matéria de aula.
eu precisava disso.
mas fechando o parêntese, hoje aviando uma sopa na cozinha ouvi uma matéria no jornal hoje que me chamou a atenção: o brasil é o segundo país no mundo que mais fala que transa. as pessoas falaram na pesquisa que transam em média 3 vezes por semana (perdendo só para os gregos).
mas o dado mais interessante é que enquanto a média mundial de duração do coito (ahh!) é de 18 minutos, cá em terra brasilis é de 21 minutos (hahahahahahahahahaha...... HAHAHAHAHA..... meus sais e meu calhamaço do relatório hite que eu uso pra calçar o armário e pra me abanar de vez em quando...! hahahahaha).
então. nosotros gostamos do vuco-vuco.
mas sei lá, nada a ver com o que eu tava falando (nada?). eu tava na aula (antes de ir pra biblioteca e descobrir à luz a celibatice do kant) pensando em diversas coisas, como acampamentos em estrada de chão, como pegar um cinema. bem com vontade de abortar as (quatro) operações...

16.4.07

VANERA UNDERGROUND - só por enquanto,babe!

aconteceu algo de fora de natural com a entrevista que o só gurias concedeu pra gente. pena, ficou bem legal. mas a fita deu um tilt completo e pelo menos deu pra salvar o show (com som péssimo: muito em cima das caixas).
(óia o olho gordo e o encosto tranca-fita atuando em potência máxima como falou a terroróloga márcia no programa da troianA! também, quem manda ficar anunciando aos quatro ventos o que que se pretende fazer, né?)

de qualquer forma rolam uns clipes. eu adorei o grupo, como falei aqui é a mulherada pegando nos instrumentos e levando um som num meio (qual não?) onde a predominância ainda é masculina.
o show é uma loucura, e que o só gurias vai bem bem lonjão rapidinho, ah, disso vocês não tenham a menor sombra de dúvida.

a gente agradece demais a receptividade da banda (que prefere ser “classificada”, pra quem gosta de sempre ter que “classificar” tudo, como tchê-pop) e tamos loucas pra receber o show de lançamento do disco, agora em meados de junho, cá em pm.



as gurias: ariane (baixo/vocal/pandeiro), adriana (gaita), naíra (vocal, baixo, pandeiro, possessão (rs.)), rika (batera) e a mel (guitarra). (ah, o que é a juventude de conseguir sorrir às 6 da matina depois de um show intensíssimo em bagualand town!)


(pena que às 6 da manhã eu só consegui alguém com mal de parkinson pro único registro contratodos com as gurias. grr.
mas enfim...)
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de quebra, um youtube de me pega & requebra:


foi mór legal, e o melhor é que em junho tem mais!

xereca fase maníaca






xereca em altíssima produção...

gabrielito na pilha!

eia!! ORGULHO da dinda!!
meu sobrinho/afilhado gabriel, devidamente gutembergzado na imprensa local, por ter sido o aluno da terceira série da escola avelino de assis brasil que mais juntou pilhas em campanha ambiental promovida pela escola com a corsan.
orgulho pelo empenho e pelo motivo, bichinhooooo!!!!!!!

programa consciência negra zumbi no SINTONIA DA CLUBE devidamente youtubado

ahh, poisé!

então estão cá em três partes o debate ocorrido no sintonia da clube, da rejane porto, na sexta-feira santa, com o grupo jovem de consciência negra zumbi.

bem legal, bem de a gente movimentar as cabeças engessadas.

(hm, esses dias na aula houve uma polêmica sobre o tratamento dado a dorival do curta
o dia em que dorival encarou a guarda, de 86, porque alguns não consideravam ofensa o prisioneiro ser chamado de negão.. e eu abro minha boca de pandora pra virar helô helê enérgica e enéica no meio do povo? não posso,minha gente. já ando exaurida e tomando vitaminas pra fortalecer o celebrete...)
(ah, sim: é absurdo não associar com preconceito a forma de chamar o dorival, assistam e CONCORDEM).










jogando música & fazendo moda


no crima do só gurias, empolgaçã da bombatchas + all star no meu espelho de aliche bem pobrinho.

12.4.07

superior completo?



" " : - mas curso superior por que, uai??
" " : - porque é superior ao inferior, oooras!!
.....
mais? em contratodos tiras tem mais umas coisinhas estilo tex pra vc passar seu tempo, queubói. ;)

11.4.07

banda SÓ GURIAS em pm

só gurias, a banda de tchê music formada só por gurias vai tar no luz e ordem agora no sábado e eu tou tentando descolar uma entrevista com elas pro podcast e cá pro blog.
se não conseguir, de qualquer forma, eu vou na festa e conto depois. estou bem excitada pra conferir porque é MAIS UM campo tomado eminentemente por bandas masculinas em que mulheres mostram que sabem (e SABEM, vou postar logo logo uma música delas) fazer muito bem.
a música gaúcha é mais que mega machista. mulher é, NO MÁXIMO, ESTOURANDO, declamadora ou cantora de música nativista (que é legal mas é chaaaaaatooo.... muahrrr).
mulher animando baile? chinelagem!
a outra única representante de música de fandango no rs é a cantora berenice azambuja.
então é BAITA legal o grupo das gurias. vai ser muito foda, e eu vou dar um jeito de reverberar isso por aqui.
quem puder, vá mesmo, vou tar por lá.

requiem for a dream.


é do perceber-se aninhando uma criaturinha totalmente indefesa e dependente de vc, seguramente, um dos sentidos da vida.
alguém pra quem vc vai prover comida, vai educar, orientar, direcionar, alguém que vc protegerá pra quem não sofra, alguém que, pelo menos nos primeiros passos, terá vc como ícone, como guia, como amor.

saí de casa muito cedo pra cair em república, em divisão de cafofo, em casamento. aos 17.
depois, o acidente.
saída então do período inicial do acidente no qual tive que voltar pra casa dos meus pais pra ser cuidada, a minha volta pro mundo com a minha casa.
à minha PRIMEIRA comunicação de que tava me mudando, minha irmã de PRONTO me disse que tinha um presentão pra mim: um gatinho recém parido da mônica.
eu falei que não. nunca tive bicho de estimação exclusivamente meu. um bicho de estimação na minha casa.

um dia, já feita a mudança, tava vendo de tarde uma comédia romântica com a uma thurman. na história, uma era vizinha de uma veterinária que tinha um programa de rádio no qual dava dicas de como cuidar de animais. um fotógrafo bonitão (pelo qual a veterinária se apaixona e que é fã do seu programa mas não lhe conhece: daí que entra a uma (que é uma modelo burra, vizinha da doutora), mas que é, nos critérios desta, mais bonita que ela pra se apresentar ao tal cara) contrata um cachorrão pruma sessão de fotos. e quando o cachorro começa a dar problemas no estúdio o bonitão liga pra veterinária pra saber o que fazer pra acalmar o bicho. no final da ligação, ela pergunta pra ele por que este não adota o cachorro? ele responde que é “muita responsabilidade criar um animal”, no que ela rebate “e que mal tem ter RES-PON-SA-BI-LI-DA-DE?”

plim!

estalo na minha cabeça.!

na hora, pensei mesmo que qual mal teria ter responsabilidade (eu que tão frágil e tão pisando em ovos nesta teia toda frágil na qual tá apoiada minha vida atual) e liguei pra mana pedindo o CHE. o gatinho amarelinho se chamaria che guevara ritta farias da silva sauro júnior e seria meu companheirinho.

chegado o che, toda a rotina MINHA alterada pela rotininha dele (trocar a areia com cocô, comprar ração, trocar água, remédio pra vermes e pulga, banho, dar leite). e o meu pequeno grande revolucionário me acompanhando, rente aos pés, por todos os movimentos que eu fizesse. o meu pequeno grandezinho que fez eu inventar uma vozinha específica pra ele, que fazia a gente cantar junto as músicas desafinadamente com a voz de gatinho.

o che, vesgo como eu, grande de estrutura mas com a próspera barriguinha de bon vivant que nem eu, ruivo que nem eu, histérico e compulsivo e megapreguiçoso que nem eu, se tornou a personagem principal da minha casa.
para os momentos em que se empoleirava na estante de livro e me espiava só pra me ver braba e depois cair em disparada pratrás da geladeira.
para desmaiar mais que lânguido de tarde na minha cama, pra afiar as unhas nas minhas caixas e se enosar no macarrão de fios dos meus equipamentos. pra me esperar na porta por dentro e por fora.

pra se apavorar acuado na parreira do pátio por um gatão preto que o rondava na vizinhança esperando que eu viesse e o salvasse, e prum dia de não ter conseguido salvá-lo a tunda ter sido tão grande que até se cagar o chezinho se cagou.

pra chegar em casa todo retamado de óleo que alguém virou nele.

pra se assentar toooda a tarde na cadeira da cabeceira oeste da minha mesa vermelho-psicodélica.

pra hipnotizar as moscas com um trinado estranhíssimo.

pra parar TUDO o que estivesse fazendo ou não-fazendo e se estabacar em direção ao banheiro ASSIM que qualquer pessoa entrasse lá. a gente já fazia por gosto (a ração dele ficava por lá) só pra ver. era entrar no banheiro, lá tava ele se esfregando nas pernas de quem estivesse no vaso, pedido cafuné, comendo um pouquinho de ração, ligando o radinho, infinito, infinito, infinito...

para sestear abraçado comigo. pra eu poder abraçar e dar beijo na cabeça. pra eu dizer que eu amava ele por demais, pra tudo isso.

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sábado passado, na semana em que dei um dos tão bissextos banhinhos nele, o che estava com fogo no rabo. saímos pra tentar pegar uma sinuca (que tava fechada) e ele saiu na nossa cola. pinheiro se anda a pé por tudo que é lugar.
saindo para o filhos da lua, à noite, às 2 da madrugada, ele saiu na nossa cola de novo. dei uma palmada e seguimos em frente, sempre a pé.
mas durante o domingo de páscoa, nada do che.
e durante o domingo de páscoa à tarde, nada do che.
são longuinho, são longuinho, 50 pulinhos.
e durante a noite do domingo de páscoa, nada do che.
são longuinho, 100 pulinhos e um aperto na goela.

e durante segunda, terça
hoje é quarta-feira. a rejane fez uma campanha na rádio e até agora nada. um dos meus vizinhos viu o che na frente da festa, aquela noite.
alguém pegou.
um gato foda de lindo, bem cuidado, novinho.
um gato que era o meu cachorro que me pulava na altura da coxa quando tava feliz (e era TÃO raro não tar felizinho!). que pulava ALTO de entusiasmo, o che que era entusiasmado que nem eu.

é uma desgraça. eu estou péssima. parece uma confirmação de que eu não posso me entregar pra nada mesmo que aquilo vai ser raptado do nada da minha mão DE REPENTE, SEM CONSENTIMENTO. viver de lembrança? o caceta, que é insuportável preencher o espaço que o che me deixou vazio na casa e na vida. há quem diga que é dramaticidade demais, mas na primeira PRIMEIRA MESMO vez que eu fico 24 horas por dia na volta de casa com a companhia e o amor de um bichinho isso me é furtado. porque, comigo, ele não poderia nunca morrer de velho, é óbvio.

saudade é limpar os restos do filho que já morreu, ah, que merda de sacanagem é tudo isso deus?

10.4.07

dia 10 é DEZ.

e há 3 meses, a partir do dia 10, que eu sou uma pessoa mais feliz e completa.


tantas emoções, já diria nuestro gipsy KING.


adiós,
sarjeta
buanamesauvou
não quero
gorjeta
faço tudo por amor.

jesus negão

a tevê que eu assisto, e assisto, é a aberta e resumida nos dois canais que dá pra caçar na minha philips quatorze polegadas da copa de 94, na pessoa da globo e da band.

o intervalo do programa de fofocas do leão lobo é incrivelmente (mal?) direcionado. as propagandas que povoam as pausas dos blocos da venda da vida dos artistas que a gente adora e nos quais nos miramos vendem produtos destinados a mulheres que ou ficam ou trabalham em casa à tarde.
do vagisil (aquele nosso velho conhecido deusinho ex machina invocado toda a vez que a periquita não corresponde aos desejos do corpo (ah ma éé meermoo?)) há uma linha gigante e divertidíssima de produtos. ok, não é da mulher desiludida a totalidade do target esperado pela vagisil inc não. também as senhoras já entradas em anos cobiçam excitadas o produtinho de ph não-agressivo pela promessa de ter novamente seu lugar ao soooool espremidinho e gemedouro de um belo e salutar orgasmo após a secura vaginal causada pela menopausa (hmm.. bom, então bacana né.?).
admito que pelo auxílio à falta de lubrificação causada pela maldita da menopausa pela qual todas nós as de útero, tronco e membros iremos passar hora mais hora menos me tornei mais simpática ao vagisil.

o restante do horário publicitário é dividido por propostas tentadoras de empréstimo, programas (toscos) de emagrecimento (a publicidade da band local, de porto alegre é bem tosca), produtos para que seu maridO deixe de beber e meta-lhe vagisil e vagisil em absolutamente todos os horários.
uma propaganda que eu vi hoje, porém, destoou das usuais pro horário. uma guria muderna & gostosinha, (magra de magra, calça jeans, jaqueta e rabo de cavalo, do tipo “tou-fazendo-universidade-e-estagio-num-escritório-de-...”) vai ao banheiro e o vaso começa a disparar dela. e o tal do vaso sai mesmo em disparada rua afora, entra num táxi, vai parar nos locais mais esdrúxulos, e ela correndo atrás. a propaganda é do tamarine, e o objetivo tornar o ir-aos-pés um ato não tão difícil. bem, isso com uma fotografia amarelo-caganeira, daquele tipo de propagandinha da coca e de qualquer publicidade modernosa de canal feichãdo, tá ligãdo? poisé, destoou, que estranho...

então o público-alvo do programa do leão lobo, além de lésbicas da roça deprimidas às portas dos trinta e em reabilitação de acidentes, é a mulher gorda porque não caga, com um marido que bebe e que lhe escalavra à força a vagina seca e que a 7 meses do décimo terceiro se atraca num empréstimo da losango pra poder dormir direito.
sim, uma coisa leva a outra (estresse com dívida e com marido bebum, que tranca o intestino, que incha e engorda e que tira a libido), mas aí vc pergunta POR QUE RAZÃO não vende-se tranqüilizante nesse horário comercial então?
pois é. para o horário é proibida a venda de bebida alcoólica, então as promessas de felicidade embutidas no tubo de vagisil e no depósito da losango nas vagina e conta vermelhíssimas tem que suprir a necessidade da mulher esbugalhada com o estresse do seu oh happy day.
simples assim, né? (conta de juro simples, que a gente viu no segundo grau.. hihihi)


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bom, mas hoje, no leão lobo, eu olhei uma matéria e quase caí da bicicleta!
a manchete aquela de rodapé de tela dizia assim:
“ALEXANDRE PIRES VIVE JESUS EM ‘A PAIXÃO DE CRISTO’

óóó!!!!!!! como assssiiimm!!??
bah! parei os pé! fui prestar atenção!
imaginou? que nem aquela música do libera o badaró,
jesus negão, já pensou alexandre pires de jesus na paixão de cristo? ok, eu não gosto nem um pouco dele, acho um chato de galochas, mas seria o máximo!. (se vc acha que isso soou dúbio o problema é com vc! rs.)
pruma estória que ninguém sabe como é que aconteceu mesmo e que nos foi contada através da memória de 400 anos (jesus, maria, josé! afe!) qual o problema duma licencinha poética de um mártir NEGRO? (não esquecendo que o ex-só pra contrariar tropicou na manivela e fez o
lavapés em lágrimas com a busha lá, tão lembrados, né? - mas personagem não é ator)
bom, fiquei grudadíssima na tela.
e aí começou a aparecer o alexandre BORGES.
e a maquiagem do alexandre BORGES
e a câmera SÓ mostrava o BORGES
aí eu vi que a borgianice atingiu ao extremo o pequeno digitador das manchetes das matérias do leão lobo:
logo a seguir não apareceu alexandre pires porra nenhuma mas sim uma erratinha sutil trocando o sobrenome por BORGES.

é, não foi dessa vez.

9.4.07

na sexta-feira, santa.



e o que é a páscoa, né???


coisas que só acontecem em twin peaks city cá!

tá a pessoa manca aqui, subindo uma das ruas de chão batido do morro do cocrete pinto pra ir no centro e avista, à esquina vindoura, duas guriazinhas em retoço BÁRBARO com um bicho que eu, cegueta, não defini direito.
pelo pêlo branco me pareceu um cachorro, mas chegando mais perto deu pra ver: um COELHO era a vítima das piazinhas!

não resisti e pedi uma foto delas, solicitação esta que foi muito precavidamente aceita por uma das meninas somente após ressaltar BEM a restrição de “foto do COELHINHO, né??”... vixe! veja o ouriçamento pedofáile já de praxe no comportamento das crianças, em? mas eu achei legal a atitude dela.

bem, noves fora zero tirei a foto do coelhão no colo de uma delas, acho que a que ficou dizendo, enquanto eu ia já meio longinho embora, “báh, tu tá famosa, em!?”.. hehe..



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e porque toda a sexta-feira é santa!!

tive a honra de participar de um debate na rádio clube, a convite da rejane porto, sobre o movimento da consciência negra de pinheiro tangenciando também os assuntos de cotas para negros, preconceitos, etcs.
o debate foi ao ar hoje de manhã, dentro do programa da rê, das 9 às 10 e tantas e contou com a presença da gurizada que é cabeça do movimento cá em pm (ritielle, marina, jonas e cláudia) e foi bem legal mesmo.
fui como estudante de jornalismo (já colhendo os louros do pretenso canudo, veja só! rs.. que nem o léo áquila vive dizendo no superpobre (copyright el cocoloco) “sou jornalista em formação” (nem que sejam só 2 semanas de formação, né?)) e levantei a bola de que tu não vê negro dentro da urcamp (aquela história que estatística a gente faz é olhando na volta da gente), em aeroporto, em cargos importantes, etc. e pude aprender um monte com os guris também, tri bacana.
esse é o PODER de ter um meio de comunicação à disposição! e acho que jovem falando pra jovem, COBRANDO das otoridades os anseios que NOS perturbam tem tradução e alcance infinitamente maiores, dentro do universo da nossa faixa de idade, que o de pessoas muito afastadas desse idioma.
fotas fotas fotas!!!! (quem é que tava tirando? dãa! rs.)








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- eu te amo, amor.
- eu também te amo, amor, mas só depois que tu desmanchar essa tromba.
- HÃÃÃ!!?? opa! e o nalegria-e-na-tristeza-na-saúde-e-na-pobreza, em?? tem que me amar em qualquer situação!!
- não mesmo. só te amo depois que tu estiveres bem, e sabe por que?
- ?
- porque em primeiro lugar vem o amor próprio, saca? como que eu vou te amar se tu não tá querendo ser ajudada agora? então eu SÓ posso te amar no momento em que tu estiveres disposta a que eu te ame, se não eu vou desperdiçar tempo de estar numa boa comigo pra mudar o que eu não vou conseguir.

tevê, the l word.

a tevê, a imagem, é a arte de fazer amar algo. num programa de esporte, ontem, observava uma matéria que falava algumas coisas sobre o jogador edmundo e numa hora a imagem entrou em slow motion. poxa, cá, em pinheiro machado, a mil milhas e no mínimo dez horas de são paulo, os nossos horários pós-meio-dia são destinados à adoração das imagens, ao culto de simpatia por pessoas totalmente alheias ao nosso convívio. a tevê é o supra-sumo da adoração de imagem bem no esqueminha de sombra da caverna como dizia o tal do platão aquele lá que votimeia todo mundo tá sempre citando (ele falava que a gente tá enfurnado - por livre e espontânea vontade - dentro duma caverna da qual só é possível avistar a SOMBRA das coisas reais que tão lá fora e que pela SOMBRA a gente toma o troço como se fosse o todo). por isso o loqueteio pra entrar duma vez na frente da luz(es, câmera, ação!) que propicia a sombra da gente pros outros chamada TEVÊ. quer coisa melhor que ser ADORADO só por (edições das nossas melhores e mais favoráveis) partes?
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tava revendo ontem o último capítulo da primeira temporada da série the l word, a primeira série feita por e para lésbicas nos moldes sex and the city. e apesar de todo um glamour e cultura dyke específica muderna de los angeles que é tentada ser enfiada goela abaixo da audiência e me causa certo nojo (uma jeca de uma cidade mais que interiorana a duzentos mil anos luz de distância torcendo por personagens formatadinhas na caixa mágica da tv do seu quarto de favela: BLÉ!), existem várias bolas dentro falando dos problemas reais que enfrenta quem se afina por empunhar politicamente a bandeira de ser lésbica num mundo capitalista, careta e homofóbico. na minha opinião as melhores cenas da série, as que mais carga de dramaticidade carregam, são da personagem shane. as roteiristas a escolheram pra mostrar como é que funciona o mundo REAL, FORA do circulozinho cavérnico de consumismo e alienado no qual estão enfurnadas as demais personagens. gueto infelizmente é necessário, meio como a ÚNICA salvação pro sufoco de quem tem que passar A VIDA se escondendo pelos cantos e escuros pra demonstrar afeto. mas o mundo supercruel aquele que a gente conhece é o que mais detém a posse de bola no nosso jogo e nesse mundo supercruel vc não passa, muitas vezes, de algo “exótico” ou que serve de “parâmetro” para os ditos “normais” que convivem com vc. a shane é um dos tipos de sapatão clássico, talvez aquele que primeiro atraia a gente pela OUSADIA de vestir-se e postar-se de um modo mais guri. e isso, pra quem estiver passando pela época de “se descobrir”, é muito importante, pois, se insinuando pruma shane, é praticamente impossível dar uma bola fora e acabar cantando uma hétero que é o terror-mor de qualquer lésbica-que-não-quer-ser-“taxada”-de-lésbica-ainda. só que isso é HORRÍVEL, então a shane é aquele tipo de sapa que sabe o que que os outros procuram nela: sexo, e fugaz. e, por isso, ela se torna tão arredia a qualquer sombra ou tentativa de aprofundamento sentimental com alguém. no último capítulo da primeira temporada da série há uma cena dela com a cherie, uma mulher milionária que se apaixonou por ela mas que lhe dá um dos foras mais terríveis e contundentes e VERAZES, nesta sociedade capitalista de bosta, por esta levar as características “exótica” e “diversão garantida e passageira” estampadas na cara de sapatão. sim. porque neste mundo feio de merda, esse tipo de amor não existe:
























...

então uma das sensações mais foda do universo é ter um grelo durão e bem molhado sob o jugo e o ritmo do teu dedo indicador.

dei uma canteada pra minha mão.
minhas cutículas malfeitas do indicador e médio da mão direita com uma natinha de sangue seco denunciando o último dia de menstruação dela. é.

afrouxei em uma fivela a correia da guitarra
de pé, puxando junto das cordas que eu não troco já há uma cara o metálico preto que me fica saltando nos dedos misturado ao sangue seco da buceta, deu vontade de tocar djavan,
[ acho que meio associação com um abajur cor de carne e essas coisas de cheiro de sexo & suor seco que a gente fica ]
ah, djavan é um saco.
djavan é superdifícil, é uma bosta de tocar.

uma bíer, barulho de chuveiro.

[ prosa ]

tenho escrito pouco. e até parece que isso é uma côsa importantíssima, né?bf.

mas enfim. mais uns escritos em prosa, clica no marcador aqui ou vai lá no blogue blague de prosa.

sabadown.

gatinhos.


gabriel, o mestre da busca de criaturas esdrúxulas no google.

little shane.


8.4.07

feliz páscua!

local incerto e não sabido (rs.)
então tá, né?

4.4.07

diálogos que me ringem no cú!

professor(o/a) coozão: - AIIII! tu-fal-tou-a-úl-ti-ma-au-la-nééé..??? por que em?
denise ritta bagualand suicide woman: - terça-feira passada eu poderia tar tentando me matar?

pane no sistema! (alguém me desconfigurou)

é muita merda pra ficar se ouvindo.
esses dias vi um capítulo de
paraíso tropical e o fábio assunção é um executivo revoltado dentro da empresa principal lá. ele é o que se insurge contra os cortes de pessoal (o famoso “downsizing” porque A GENTE É COLONO MERMO E TEM QUE ENCHER O DISCURSO DOS PSEUDO-EXECUTIVOS- DE-MERDA DE TERMOS EM ENGLISH PRA QUE ESTES SE SINTAM CABEÇAS-DE-ROLA PRIVILEGIADAS E ANTENADÍSSIMAS NO JOGO DO PODER, tá sabendo?). bom, e que neste dia que eu vi ele fazia um discurso sobre o quanto de TEATRO tem dentro das grandes empresas.
teatro aliás se faz em tudo que é lugar. porque o FODA da história não é pegar o roteiro com teu nome sublinhado e seguir representando, pois afinal de contas a gente nasceu capado de autonomia mesmo e se perde completamente se não se encaixar em um MODELO de vida que já existe, o foda não é isso não. o FODA mesmo é confundir a personagem com o cavalo.

cheguei em brecht no “cronistas do absurdo”, do leo gilson ribeiro. ele fala que a diferença do teatro dele para o de stanislawsky é que, com brecht, a farsa fica arregaçada: ele expõe à luz pro público que o que tá sendo apresentado é uma REPRESENTAÇÃO EXAGERADA da situação exposta, como num TRIBUNAL. stanislawsky aposta, por outro lado, no ‘deslumbramento’ do público com o espetáculo (o teatro das empresas citado pela personagem do fábio).
exato como eu havia lido sobre os filmes da que-seria-trilogia de lars
von trier, o dogville e o manderlay. e exato como houve críticas sobre a prepotência de von trier por querer ‘julgar’ as situações pelo formato a la brecht adotado nos filmes. claro, porque, como CONSUMIDORES, é mais interessante sermos persuadidos a acreditar que é A GENTE que tá fazendo o julgamento da coisa, né? quando alguém PRÉ-JULGA por a gente é tããããoooo chato....
outro filme que é considerado chat(íssim)o justamente por causa disso é o
funny games do haneke (o personagem principal volta a fita no meio do filme e dá novo final à cena, fala com a câmera em vários momentos). porque, CLARO, é melhor deixar o kubrick marionetar alex e o seu moloko pra gente não se dar conta DO QUE QUE É a tal da ultraviolence e COM QUEM que ela tá acontecendo mesmo, é mentira terta..??



mas e o que que tem isso a ver com o teatro empresarial? uns poucos, de nós os ATORES-PÚBLICO, atentam pra tensão da farsa. e os que não atentam acabam caindo na balela de incorporar o teatro CORPORATIVO pra poder MANTER em banho-maria um comportamento não-questionador, não-contestador que lhes assegure um PADRÃO MATERIAL de (sobre???-)vivência de acordo com o modelo de quem lhes parece mais “bem-sucedido”.

não posso falar de empregos massa porque o meio em que eu me criei foi sendo sempre pião chão-de-fábrica bem aos moldes de carlitos no tempos modernos (barthes destina um capítulo do mitologias à análise do filme e tom bufo com que carlitos exagera na fome gigantesca dos empregados de indústria representando as refeições em tamanhos descomunais (“trabalham só para matar a fome”, p.ex.)). mas no meio atolado em que me criei, no meio em que a RESIGNAÇÃO com a merda baseada nas justificativas mais estapafúrdias é o único meio pra não ter ainda que arcar com um gasto em prozac que não se pode fazer, neste meio de DESPROPRIETÁRIOS (citando brecht do “cronistas”:
“a propriedade é uma anomalia pré-histórica...
que diferença há entre fundar e assaltar um banco?
a moral dos burgueses é conservadora - ela visa manter alto
os que estão no alto e em baixo os que estão por baixo,
a incorruptibilidade dos juízes consiste no fato de que nenhum suborno
os pode levar a ser justos... mas o mundo pode ser mudado, deve
haver revolta, deve haver coesão nas massas pois unidas elas triunfarão”
.
- p.98-99), neste meio AINDA é sinal de ser bem-sucedido ter CARRO, CASA, GRANA e sustentar uma FAMÍLIA (“cachorro, gato, galinha”), por exemplo. claro, que para quem teve amputados seus “privilégios” MÍNIMOS de crescimento intelectual e físico QUALQUER coisa material parece sedutoríssima.
então voltado pra brecht, segundo ribeiro este mantinha uma vida espartana na alemanha oriental, uma vida totalmente afinada com o comunismo, enquanto que paralelamente alimentava contas bancárias na suíça (“nem me fale em brecht! eu o abomino de todo o coração! brecht distinguiu-se pela sua inautenticidade: vivia na alemanha oriental como “comunista” mas depositava seu dinheiro em bancos suíços. (...) acho repugnante o seu cinismo ao dizer textualmente a seu secretário: “sem dúvida, meu caro, é realmente uma vergonha que eu viva como um rei num país cuja população passa fome, mas é preferível ser corrupto no mundo comunista do que no mundo ocidental” (fala do poeta inglês
stephen spender, desafeto de brecht).)
sim, e daí? e daí que TU que tens que te conscientizar DO QUE É QUE te FAZ FALTA. de que se uma cama com um teto por cima, uma mesa com um pouco de comida e uma geladeira com um pouco de cerveja, livro emprestado e música te basta.
quem já passou pelo “ESQUEMA” e foi triturado como EU sente vontade REAL de se matar quando vai sendo paulatina e mui falsa-inocentemente ESPREMIDO dentro das paredes dos OBJETIVOS DE VIDA dos que lhe cercam. ES-PRE-MI-DA!! AAARGH!

.

eu sou velha, já tive que engolir porra azeda misturada com mijo de muito chefe cuspida na minha cara todo santo dia que deus põe no mundo já por e há muito tempo, então esmoreço ante a qualquer TEATRO de autoridade que me seja imposto do nada. como assistir aula de professor cuzão e ultradireitista e ainda ter que pagar pra ouvir, quieta, merda. pago cento e trinta paus por quatro aulas mensais com alguém totalmente descompensado e fora da casinha, dono da verdade como se fosse o dono da bola: só sai jogo se a bola dele estiver a fim de cair em campo! uf.

porque eu sou velha. eu já tou a quilômetros-luz do otimismo de quem tá ainda fresco do segundo grau e talvez nunca tenha trabalhado em mega-corporação e acha que a grana de um diploma vai lhe trazer godot de mão beijada untadão numa bandeja (ops! mas com uma MAÇÃ DO PARAÍSO na boca, super attention folks!!!!!!!!!!!!!). talvez o fundo de disciplina DITATORIAL do mundinho que um professor use, como essa criatura, faça parte da sua IDÉIA da FORMAÇÃO dos pimpolhos para um mundo que TERÁ QUE SER cruel. cada um com seus métodos. viciados e adquiridos de acordo com a era geológica que nasceu e foi (mal)criado, né? caguei.

agora depois de todas as coisas abjetas pelas quais eu gastei 40 reais de grana do meu bolso parco e três preciosas horas do meu tempo pra me sujeitar a ouvir ontem, ainda ter um arremate de que o diogo mainardi “é um rapaz muito inteligentíssimo cuja afiada língua eu dava tudo pra ter toda acidazinha comendo a minha buceteta secular” e “o jabor? ahhh, o jaborandiii vcs TÊM QUE LER!” meu punho cerrado fez um esforço gigantesco pra não dar uma bochada. acho que em mim, até. por me sujeitar a esse tipo de bosta e continuar INSISTINDO em ser expectador da palhaçada. GORFO!

3.4.07

BIG BAGUALAND BROTHER: AI, se você soubesse o que quer ser????

e até onde vai a sua fé??

vixe...
uma câmera na mão e muito vácuo na cabeça. e ao invés de pegar a câmera pra fazer um trabalho sobre comunicação do prof glauber a pessoa se empolga com as entrevistas de limão e caróu ontem no big brother e acaba caindo na objetiva (ui!)...

poisé, meus filhos. deniseritta bagualand contratodos corporation bem animadinha, em uma entrevista animada pra vcs no esquema os vídeos mais toscos da internê. e vcs me perguntem por que as minhas entrevistas tem que ser sérias? r= porque rindo ou cabe eu ou as bochechas no enquadramento (rs..) é brabo.


[ e no vídeo a pessoa nota COMO é homossessual!! rs.. é estranhíssimo se ver!! ]

2.4.07

tu vai sendo doutrinado que tendo como causa ser profissional de comunicação o efeito será o de melhorar o mundo à tua volta pela persuasão. bulchite, como tudo. qualquer profissão é assim.
porque se as pessoas ouvirem as músicas que eu acho bacanudas, ou virem os filmes, ou lerem os livros, ou derem voto pra quem eu acho legal, ou conversarem o que eu acho suportável, daí.? porque eu no segundo seguinte já acho tudo uma merda e já mudei de gosto mesmo.


.


“sim, não acabo porque vai ser insuportável tentar ficar evitando ouvir a tua voz, ou as músicas todas que volta e meia se perfilam muito sem-vergonhamente na minha lista de execução. então sim, nunca se acaba nada que um dia se começou e o peito da gente é e será sempre e cada vez mais um torniquete em aperto progressivo em sobrecamada, tempo pra frente afora.”
[ prosa ]


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a vida é a arte de transformar a dor em raiva.
raiva é ódio aplicado.


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bom. tudo é absolutamente sem sentido, ok?
ok.
então o jeito menos indolor é trilhar o caminho fazendo as coisas que se gosta, ou que não causam sensação de chateação/obrigação.

me and rê...

bordosa (rs.)
argh. fase ultraje a rigor é foda.

dona elisa's house.

sábado.




present day...


PODCAST.... 139


podcast de segunda-feira garfieldiana....



ROBERTÃO - detalhes [ cortina ]

MUDE (mensagem do disco "filtro solar", de pedro bial)
CAN'T TAKE MY EYES OF YOU - fugees
KUNG FU FIGHTING - carl douglas
MORTE E VIDA STANLEY - cordel do fogo encantado

11 MEGAS - VINTE E POUQUINHOS MINUTOS.
CLICAQUI e ôva, ou AQUI e baixa o mp3, ou AQUI e assina o rss de grátis, ou AQUI e vai na página do podcast ou
fica sem ouvir, então.

1.4.07

photonovelo parte 2





































num dia de domingo...

domingo de almoço na mansão dos (ritta) farias vieira... rs..
nunca vi coisa igual. que a pessoa é uma avó relapsa isso é fato consumado. então qualquer contato que as demais pessoas fazem com a criatura em questão, estas têm de sofrer uma contundente trova para adotar os rebentos de dona mônica. e acabam adotando sempre, o que é PIOR (rs....! o preço da ração pela hora da morte!)
bom, o resultado é que no esquema de consumação, por 2 meses, mr. che guevara jr ganhou nova irmãzinha. nem conto o nome que não fui eu quem escolhi, mas tem que ter uma historinha por trás... bom, na coisa de trilhar o caminho menos dolorosamente possível faz parte o amor por esses bitcho-bitchos todos!! hmm!
(ah, e o pobrecito é um gatinho que mama mônica adotou junto com a safra de malhadinhos.!)










bilitis, barthes, baratas, etcs... (rs...)

sempre quando eu leio barthes fico com várias impressões. num texto do mitologias ele, falando sobre FOTOGRAFIA, defende que o que a gente vê numa foto não é nada mais que o JULGAMENTO do fotógrafo sobre a cena que ELE viu. a gente percebe a realidade aquela delimitada só dentro do que o fotógrafo achou por bem que a gente visse.
mas na verdade tudo é meio assim.... a gente só “deixa passar” o que JULGA pertinente que os outros conheçam de nós ou do que a gente quer mostrar de alguma situação (o escritor também julga, etc).

bom, mas nessa de imagem é nada sede é tudo (e a coca-cola sempre fazendo com que a gente se ache perspicazérrimo porque entende o pseudo-anti-marketing deles e mesmo assim continua comprando) a própria sprite mudou a imagem porque a garrafa anda azul. e a sprite zero que ultimamente muito me tem aprazido está vindo naqueles garrafões estilo guaraná! estranho!
tá ok, esse papo de garrafas PARECE de uma idiotice tamanha só que eu fiquei pensando como eu sou CRENTE no que o rótulo me faz acreditar!. mudou a garrafa, mas será que aquela bebida tem zero açúcar e zero calorias também? eu CREIO plenamente no que eu tou ingerindo de acordo com uma informação mais que suspeita de rótulo..
a gente crê em bobagens inacreditáveis.


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ah, a biblioteca da urcamp!!
tá, como eu sou chata e repetitiva, né?
mas bem.
me pego num corredor ladeado pela prateleira de marketing à direita e pela de história da arte à esquerda. parece um arranjo que não tenha nada a ver mas é tão emblemático!!
voltando pra monsieur barthes ele fala uma hora no mitologias sobre a tautologia (“tal coisa é porque é”, como em dúvidas de criança que a gente não consegue responder).
então a arte muitas vezes faz do marketing uma BAITA muleta. quanta música, livro, filme a gente consome só por cauda do AUTOR?


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procurando um livro prum trabalho de redação cruzei com um volume de ensaios do leo gilson ribeiro chamado “cronistas do absurdo”. nele, leo faz uma análise mega apaixonada de 4 mestres do absurdo: kafka, büchner, brecht e ionesco. bom, o tal do büchner eu nunca tinha ouvido falar até o livro, dos outros sim.
mas comecei a ler ontem e - DOIDA por kafka que sou - cruzei com uma passagem onde é citado um trecho do diário do tcheco, olha só:

“devo ficar só o mais possível, tudo o que realizo devo à solidão. eu odeio tudo o que não está ligado à literatura. conversações, mesmo sobre assuntos literários, me enchem de tédio, visitas aborrecem-me, as alegrias e atribulações de minha família causam-me um tédio mortal. as conversações roubam a importância, a seriedade, a verdade de todas as coisas sobre as quais eu penso”.
CRONISTAS DO ABSURDO - leo gilson ribeiro - p. 39.

bãããã!!! eu ontem lendo isso no busão de volta da urcamp e me encontrei profunda e totalmente com este trecho.

então o povo do ônibus, em praxe de quase todas as sextas-feiras, começou a comprar em posto de beira de estrada as skols cicarelli e se reunir em grupos pra contar piada e dar risada no final de uma semana voltando pro rincão depois de estudar na “cidade” e de trabalhar. eu sou nova na turma, e demoro sempre TANTO para me socializar, é impressionante como em QUALQUER lugar é isso.
e analisando muito rapidamente kafka, e a bagunça do busu (que sou super a favor) me bateu um treco estranho. nesta semana mesmo tive um episódio de tirada do chão dos meus pés e COMO eu tenho medo disso! COMO eu tenho medo de criar os vínculos porque eu SEI que eles vão se desfazer, é foda.
o raciocínio que eu sempre adoto, então, é evitar a dor da perda, evitar perder O PRÓXIMO evento, sem gozar o de agora. aí me isolo o mais tupper e o mais ware e o mais hermeticamente possível. nesta semana eu quase perdi uma situação que tanto prazer me causa e, seguindo a analogia, fui refratária AO MÁXIMO no contato com a gurizada do ônibus porque, assim como na outra situação, eu poderia a qualquer momento DEIXAR DE vir a aproveitar a festa com eles daqui pra frente.

fechei o kafka e abri a fisionomia. entrei na muvuca e na cantoria e e na divisão de grana pra bebida do pessoal. e aproveitei, isso no dia de ontem. o dia de amanhã eu não sei, e quem é que sabe, né.?


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ainda no meu lugar top da moda de ultimamente, a biblio da urcamp, eu cruzo com um livro ótimo esses dias! “a vida amorosa de bilitis”, que a vange leonel tanto fala.
e o livro é um sarro!
mas primeiro, a situaçã de tirar o livro:
tem uma atendente na biblioteca que é A CARA da rita lee! muito engraçado.
então sapawoman kiddo chega no balcão com este “a vida amorosa de bilitis” e a atendente acha estranhíssimo o livro não ter autor (rs.). aí pergunta de que se trata e eu entredento um “de puemas”.
tá? eu sou cheio de pobrema, tá? quisera ser A hiperdescolada que tasca um “é um livro de poemas de amor entre mulheres” mas eu ainda viro uma barata nessas horas e me odeio por isso. mesmo. merda.

mas ao livro:
tem umas coisas engraçadérrimas, como este pequeno trechinho que fala duma noite meio desmemoriada em que bilitis acorda num lugar incerto e não sabido e com uma criatura bofa que supostamente a tenha atacado.. hahahaha... é muito bom:

“PSAPHA*

ACORDO. esfrego os olhos. já deve ser dia. ah, mas está aqui uma mulher comigo! por paphia! e já nem me lembrava dela! oh charitas, que vergonha!

mas que espécie de nação é esta, onde o amor é assim praticado? se não me sentisse tão cansada diria tratar-se de um sonho! será possível que ela seja psapha?
(hahaha... ohhh! serááá??)

dorme... é bela, embora tenha os cabelos cortados iguais aos dos atletas. o rosto é exótico, o peito é másculo, suas ancas estreitas...

quero deixá-la enquanto dorme.
(hahaha) mas como, se me colocou contra a parede? passar por cima dela é arriscado, pois se eu a toco e ela acorda, então não me deixará partir....”

(*nome também usado por sapho na ilha de lesbos)

A VIDA AMOROSA DE BILITIS / ou aventuras de uma cortesã grega seiscentos anos antes de cristo - s/ autor - coordenada editora de brasília - p. 14


hahaha... recomendadérrimo!!!


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